Eu sou uma grande terra cheia de merda, mas crescem flores bonitas em mim!
Minha vida é uma história que se eu te contar, provavelmente você não acreditará; parece uma ficção. É, esse sou eu.
E neste momento nós não podemos fechar as pálpebras sobre olhos flamejantes. Nossas memórias nos cobrem com amigos que conhecemos como vapor radioativo. Cadáveres de aço estirados em direção à sol que se põe, queimado e preto. Isto lhe alcança e rasga sua carne em pedaços. Enquanto mãos geladas dilacerando dentro de seu coração. Isto é, se você ainda tem algum dentro dessa caverna que você chama de peito. E depois de ver o que vimos, nós ainda reinvindicaremos nossa inocência? E se o mundo precisa de algo melhor, vamos dar a ele mais um motivo agora...
Enquanto leio sobre uma atividade imanente interna substancial, penso naquilo que me desola e em como páginas impressas de uma boa literatura me aquecem a alma nesses momentos. E por breves e calmos instantes, num devaneio esquizofrênico, pergunto a mim mesma se poderia assim transformar tudo aqui de dentro em livros, para apenas admirá-los e quem sabe obter alguma admiração pela vida. E meu quarto daria um boa biblioteca, sim. Invés de objetos, volumes encadernados tomariam conta do espaço. Cada um com sua história, contada pelos mais maravilhosos autores. Mas acordo para a realidade e pendo minha cabeça de volta as palavras. Pois, se a insensatez não tem possibilidade, ao menos do calor dessas letras de tinta posso continuar vivendo.
That's what they call madness? Damn! I'm so fuckin' crazy than any bullshit written here. Or not? Who knows I'm normal, after all, since this sucks's not even a third of what I do. Or is it just another test, to find madness in who hasn't? If they knew how commons are to lot suicide attempts, maybe they couldn't judge me so much by the drugs that I inject. Who try to do these things probably will seem so more normal than already's... 'Cuz, someone like me - who tries to be normal in your fucking own way - will always be called mad... That's what I call holy shit, so.
Estava aflita. Quem dera que os problemas, ao menos os pequenos, fossem solucionados apenas com o desejo. Esqueço-me de todo o resto para lembrar que nos dias frios, aquele abraço é o único que me ampara antes da inércia. Um agasalho quente não irá protejer minhas pernas tão expostas. Eu deveria dar mais préstimo à elas. Somos todos assim, valorizados em partes? Não importa, não é disso que sou feita. É faço sim desistir de tudo, abandonar este barco. Mas vou esperar sentada; com amuados lábios rubros e aquela pequena caixinha da saudade entre os pés. Se a embarcação naufragar, quem sabe não me deixo afundar com ela.
I hope you want me
Não é de sempre que deixo a ira me dominar por muito tempo. Se não tenho aquele alguém que me faz esquecer dos infortúnios, opino para a música. Mas quando não posso fazer barulho, apelo para a ilustração. O engraçado é que nunca consigo pensar em mais nada, e acabo desenhando essa árvore. Árvore da Morte, como a chamo. Não é tão bela como qualquer árvore; está tão cheia de raiva que perdeu todas as suas folhas e agora não passa de um pedaço de madeira petrificado. A forca... bem, a forca representa o castigo que eu gostaria de aplicar nesses malditos motivos de aversão, em tudo isso que eu gostaria de matar, mas não posso.
Há quem o ame e quem o odeie. Idiota algumas vezes, mas um cara simpático e bem humorado na maior parte do tempo. O cabelo é um pouco sujo e encebado, mas quem liga quando aqueles berros entram em seus ouvidos e te fazem berrar junto com ele em todas as canções? Essa cara de quem bebeu todas noite passada garante que apesar de tudo, a vida continua. É mais fácil assim, não é? Sim, sentiremos a sua falta quando você se for, sentiremos a sua falta quando você morrer. E nunca saberemos como terá morrido.
Estava pouco me lixando se aquele era o primeiro dia de aula do ano. A única coisa na qual eu conseguia pensar era em como eu me sentiria ao finalmente vê-los ao vivo em um concerto. Como fã, tive sorte.


