.foREVer.

Eu sou uma grande terra cheia de merda, mas crescem flores bonitas em mim!

  
Minha vida é uma história que se eu te contar, provavelmente você não acreditará; parece uma ficção. É, esse sou eu.

Fuck it

“ Someone doesn’t like you? Fuck it. Having a bad day? Fuck it. Didn’t get that job, or that grade, or that promotion you wanted? Fuck it. Fighting with your lover? Fuck it. Feel fat today? Fuck it. Losing control of everything and everyone? Fuck it. What matters now won’t matter soon; the truly important thing is that you are alive, and that you have the capacity to do absolutely anything with this beautiful, crazy coincidence of being on this earth. Just stick your middle fingers in the air and think, ‘Damn, I have it good.’

                                                                                                                                                — Gerard Way

He's always right

Por um momento, penso que nunca tomarei um rumo. Que ficarei presa neste quarto pelo resto dos meus dias, que por muitas vezes desejei restarem poucos. Aqui dentro me sinto como uma criança, presa no seu mundinho de faz de conta e assustada com todas essas cobranças do mundo que, de fora, tenta me virar do avesso para que eu possa parecer com eles. Mas eu não quero. Tudo o que eu desejo é conquistar o mundo como eu sou, e não como eu deveria ser. Se crescer significa perder seus sonhos, então prefiriria ser uma pequena garotinha para sempre. No entando, quem consegue se manter nesse mundo sem precisar jogar metade das ambições ralo abaixo? Queria nunca precisar fazer isso.

Mas é inevitável, como Corgan já dizia:

Stay with me, I'll set you free...

- Por que pegam tanto no seu pé?
- Porque não sou nenhum anjo.
- E precisa ser anjo para não ser monitorado?
- Sei lá... Acho que eles gostam de pegar no meu pé.
- Vou te dar um par de asas negras.
- Hey, eu vou adorar.
- Quem sabe assim eles acham que você é um anjo de verdade e te deixam em paz...

That's why I need her

There is no other than the one that certainly gives me warm arms as a refuge from the cold. If I don't hold you, it's because I'm afraid of never let you go. A few hours ago, I heard that love liberates. And yes, he do it. From the pain, from fear. But what really matters isn't always be stuck between an eye and another. Only worth to be free, if you are with that person at your side.

Summertime

When the lights go out, will you take me with you? And carry all this broken bone. Through six years down in crowded rooms, and Highways I call Home. Is something I can't know till now. Til you picked me off the ground with brick in hand, your lip gloss smile, your scraped up knees, and... If you stay, I would even wait all night. Or until my heart explodes... Until we, find our way in the dark and out of harm. You can run away with me... Any time you want. Terrified of what I'd be, as a kid from what I'd seen. Every single day when people try and put the pieces, back together just to smash them down. Turn up my headphones real loud. Don't think I need them now, 'cause you stop the noise, and... If you stay, I would even wait all night. Or until my heart explodes... Until we, find our way in the dark and out of harm
You can run away with me, anytime you want... Anytime you want...

Don't walk away... Don't walk away!

'Cause if you stay, I would even wait all night. Well, or ultil my heart explodes... Until we, find our way in the dark and out of harm. You can run away with me... You can write it on your arm... You can run away with me...

Anytime you want.

The Only Hope For Me Is You

If that's the best that I could be
Than I'd be another memory,
Can I be the only hope for you?
Because you're the only hope for me
And if we can find where we belong,
We'll have to make it on our own.
Face all the burn and take it out
Because the only hope for me is you
Alone

.. Remember me ..

Alguém, uma vez, me disse para não ser tão gentil.

Quando você não quer estar é quando mais sentem sua falta. E eu aqui, tentando entender o porque de tudo não poder ser como eu espero. E se eu começar a desejar coisas ruins, coisas boas irão acontecer?

E a noiva foi quem teve de esperar...

Por que as pessoas tem receio de dizer coisas bonitas?

A melhor companhia do mundo
Que no final nega o seu abraço
E te deixa com medo
De dizer a única frase de amor
Que seus lábios deixariam escapar
Se por um minuto tivesse o direito
De cingir este alguém por quem daria a sua vida...

No entanto, não era uma tolice.

— Não quero julgá-lo — ela disse. Cruzou os braços e encostou-se na janela. — Eu simplesmente não entendo. Por que você nos escreveu? Por que enviou todos aqueles presentes? Por que não pegou esse fogo branco da lua e foi com ele para onde queria?
— Mas para onde eu deveria querer ir? — eu disse. — Para longe detodos aqueles que eu conhecia e amava? Eu não queria parar de pensar em você. Eu fiz o que quis. — eu disse.
—  Então a consciência não desempenhou nenhum papel nisso?
— Se você segue sua consciência, você faz o que quer — eu disse. — Mas foi mais simples do que isso. Eu queria que você tivesse a riqueza que lhe dei. Queria que você... fosse feliz.
Ela refletiu durante um longo tempo.
— Você gostaria que eu esquecesse de você? — indaguei. A pergunta soou rancorosa, raivosa.
Ela não respondeu de imediato.
— Não, claro que não — ela disse. — E se fosse o contrário, eu tampouco jamais teria esquecido de você.  Tenho certeza disso. Mas e os outros? Eu não ligo a mínima para eles. Nunca mais vou trocar uma palavra com eles. Nunca mais colocarei meus olhos neles.
Concordei com um aceno de cabeça. Odiava o que ela estava dizendo. Ela me assustava.
— Não consigo superar a idéia de que morri — ela disse. — De que estou totalmente isolada de todas as criaturas vivas. Posso sentir gosto, posso ver, posso sentir. Mas sou como uma coisa que não pode ser vista, que não pode gostar das coisas.
— Não é bem assim — eu disse. — E quanto tempo você acha que vai suportar, sentindo, tocando e provando, se não houver amor? Se não houver alguém com você?
A mesma expressão de quem não está entendendo.
— Oh, por que me dou ao trabalho de lhe contar isso? — eu disse. — Eu estou com você. Nós estamos juntos. Você não sabe como era quando eu estava sozinho. Não pode imaginar.
— Eu estou perturbando você e não quero isso — ela disse. — Conte a eles o que quiser. Talvez você consiga de alguma forma inventar uma história convincente. Não sei. Se quiser que eu vá com você, irei. Farei o que você me pedir. Mas tenho mais uma pergunta para você.
Ela abaixou a voz:
— Com certeza, você não tenciona compartilhar esse poder com eles?!
— Não, jamais.




4 de agosto de 2010, 03:11:14

Ow my...

Encontraram nas minhas palavras o que já haviam escrito há meio século. Bom saber que sou capaz de aprender sem os livros... Por mais custoso que seja.

Sorry me

Desculpe-me,
Por ficar sem fala
Toda a vez que alguém te acompanha
Por ter inveja deles

Por lembrar que aqui ninguém me encontra
Nem me sente, me vê
Por achar que a única solitária sou eu
Simplesmente porque não desejo ser...

Alguém já te negou companhia
Por sua boca ser mais feia que seus olhos?

Desculpe-me,
Por odiar a maioria dos seres humanos
E amar apenas você

Por esconder as lágrimas dentro de um quarto escuro
Esperando o dia amanhecer mais claro do que ontem...

Descending Angel


Descending angel
 (Whaaaooo)
Stand by my side
(Whaaooo)
We'll face the night
Descending angel
(Whaaaooo)
Guard the gates of hell, just one more night
(Whaaaooo)
For in the morning...will bring the light

Nunca poderei perder tudo

Porque mesmo que eu não tenha nada, ainda terei você. Acho que isso me vale mais que qualquer outra coisa que eu possa querer...

19/19/2010 - 03:44

Olhou fixamente para um ponto qualquer um tanto abaixo de sua visão e então observou enquanto os olhos de seu rosto lentamente se ofuscavam e pequenos fios cabelo negro caiam sobre estes. Estava de frente ao cubo iluminado comos palmos sobre o conjunto de teclas, quando enfim apertou a maior delas para que a cansão pudesse soar pelos estereos diretamente aos obstinados tímpanos que possuia. Sim, era aquela música que precisava ouvir, mesmo depois de tanto tempo. As pontas dos cabelos invadiram sua vista umidecida, e começaram a perturbá-la severamente mais do que já estara mentalmente. E num jesto mecânico, suas mãos subiram até a face. Nesse mesmo instante as primeiras palavras sussurradas em seu ouvido no início daquela música representaram seus movimentos, no exato momeno em que empurrava os dedos contra seus olhos.
Sentiu o alívio tomar os orbes assim que pôde cerrá-los e não sentir mais aquela perfuração repentina e inoportuna lhe agonizando ainda mais. Foi quando lembrou-se de seu verdadeiro infortúnio naquele momento. O por que de estar ali, de escolher a canção, de seus olhos estarem úmidos um minuto antes dos fios turvos pousarem sobre eles. Naquele mesmo segundo ouviu a voz da canção dizer friamente seu verso predileto, que dizia: Você não pode matar o que você não criou. E não, não poderia matar, pois o que estava sentindo não fora ela quem criou. Então ficou com as pálpebras entreabertas enquanto aquela primeira frase era repetida novamente.

A música seguia seu rumo aos últimos versos inéditos antes do soar final do refrão. E a voz ofegante e abafada soltou examente aquilo que ela pensava de si mesma...

Então, decidi parar de escrever...

Então, decidi parar de escrever. Saí de casa, deixando a porta destrancada. Deixei amigos, amores, colegas, inimigos e a luz de casa. E fugi.
A vida apresentou dificuldades sem precedentes. Escrever sempre foi a salvação e a condenação, a chave e a cela, a pocilga e os Campos Elíseos.
Escrever foi andar de carro com um freio de mão engatado. Uma bomba relógio, onde o que se tem de fazer precisa ser feito antes que se corte o fio errado, antes que a contagem regressiva aponte para o momento em que o gosto se acabou, em que resta nada além de palavras. Morrer é sempre muito bom e muito ruim. Morrer, o ponto final, o momento esperado pelos críticos para que se possa enfim avaliar uma obra. Era arte? Perpetua-se? Faz algo tocar em nós? Uma reverberação inominável que passaremos os séculos tentando enunciar?
A morte foi sempre um alívio para aquele que precisa escrever. Uma escrita que não está aí para provar coisa alguma, uma escrita na qual o escritor deve, pouco a pouco, apagar-se, transformar-se em puro estilo.
[...]

Enganado desde o começo. Porque ser escritor é dizer algo e saber dizê-lo. Há quem saiba dizê-lo mas não saiba o que dizer. Há quem tenha o que dizer e cujas as palavras não vibrem as cordas da alma. Eu mesmo nunca soube o que dizia. Tinha uma vaga certeza de que o que dizia, dizia respeito a cavernas e luminosidades inexploradas. Mas também revia em livros coisas que eu mesmo poderia ter dito, e também coisas que eu tinha de fato dito, e que estavam escritas de modo muito mais belo e claro e convincente.
Escrever é respirar, disse alguém á minha direita. Não há talento sobrando, diz outro à minha esquerda. A pena é o cinzel do escritor.
[...]

Você quer que te compreendam? Você quer que uma garota leia teu livro daqui a mil anos e, e sinta vontade de te declamar? Você imagina a beleza dessa imagem, dessa linda garota chorando pela sua alma, repetindo para todos que vocês se desencontraram no tempo?

Until It Sleeps

So tell me why you've chosen me
Don't want your grip
Don't want your greed
Don't want it

I'll Tear me open, make you gone
No more can you hurt anyone

And the fear still shakes me
So hold me, until it sleeps...




Nada melhor numa noite fria e encharcada do que ouvir uma mesma música dezenas de vezes, e descobrir nela tudo o que sua boca não consegue dizer por causa das lágrimas...

But you hesitate...

Cortei meu cabelo e tirei uma foto. Consegui a camiseta do Metallica com o desenho da capa do The Blabk Album, meu disco prediletos deles. O poster deles que achei numa banca de jornal ficou ótimo na parede do meu quarto, apesar de eu gostar das fotos mais antigas. A feição que Edward Scissorhands faz na imagem do meu novo boton, me lembrou você. Comprei um quadrinho com desenhos lindos de terror que tem a exclusiva participação do S. King. Preciso comprar ovos; pra fazer Cookies. Gostaria de sua companhia num shá para serví-los depois de prontos...

Só queria que solbesse antes de todo mundo. Afinal, suas conversas são bem melhores que as dessas fotos gigantes de papel à minha volta...

Darkening

I look out the window and see an beautiful twilight of this spring. Wanted to be next to you on this moment, watching the colors fading away in horizon. Just to say that I need you. Just to say I'll never gonna leave you... never.

Quem SEMPRE pára no sinal vermelho?

Já que não vinha carro algum, resolvi atravessar a faixa no sinal vermelho e um carro apereceu do nada e buzinou pra mim, ao ter que frear enquanto virava aquela rua em alta velocidade (o que ele não deveria fazer) e por pouco não me atingir. O motorista resmungou não sei o quê, não ouvi. Metallica soava alto demais em meus ouvidos naquele instante.

Acelere mais! Quem sabe alguém na próxima vez consiga atropelar alguém de verdade. Não estudo, não tenho emprego e nem futuro. Nem dinheiro; e quando tenho não consigo comprar nada. Estou sempre tão atrasada eu tudo quanto você; e olha a minha cara de pressa?!


Ele não seria tão estúpido em ouvir qualquer coisa. E eu muito menos... em dizer qualquer coisa.

Por que continuar?

Isso não é sobre meu passado, meu presente ou futuro. Não é sobre este mundo ao qual eu abomino com todas as forças, não é sobre minhas idéias, meus sonhos ou meus sentimentos. Não é sobre nada que penso, não é sobre meus encantos. Não é sobre dias frios, noites solitárias e madrugadas insones. Livros que li, músicas que ouvi ou toquei. Cigarros que traguei, e quantos litros de café tomei. Não é sobre meus conflitos internos, externos; contraditórios. Não é sobre a pobreza de minha alma, sobre a riqueza de um mundo ilusório feito de devaneios sem sentido. Não é sobre meus medos, minhas palavras sem maturidade. Não é sobre meus ídolos inebriantes, e minhas incrédulas vontades. Não.

Por que continuar?

Porque basta apagar todos os NÃO deste último parágrafo para entender que isso é exatamente TUDO. Sem meras excessões...

The Frozen

As garotas nas ruas todas parecem tristes nessa pequena cidade encrustada de ouro. Porque será? Não é essa a cidade dos sonhos? É.... mas isso tem um preço.

É uma cidade que nunca faz nada, mas ainda sim ganha todo o crédito. Um lugar que promete tanto, mas nunca tem nada a dizer, ou algo que signifique no mundo. Não há memórias aqui, nenhum sonho de verdade, mas apenas os sonhos alheios.
E por todo o mundo você fala sobre cidades que você só viu em histórias. Imortalizada por seus vicios, e definhada por sua carnificina (há dinheiro no céu lá, tudo que você tem que fazer é levantar a mão e pegá-lo).

Em porões, garagens, estacionamentos, terrenos baldios, pátios de escolas, carros, quartos dos fundos e mais, diamantes são desenhados com expectativas e fortificados em uma dieta estrita, de simples vidas e carpetes vermelhos. Cultura é uma frase de efeito, e emoção é sangue na água. Os tubarões aqui jogam jogos que você não pode compreender.
Mas vocês se juntam aqui de qualquer jeito. No dinheiro de faculdades, e cartões de créditos... Passam a semana mentindo pra si mesmos que tudo aquilo foi verdade. Tudo. Apenas para assistir horrozirado quando tudo se quebra sobre a gravidade da realidade. Agora os olhos parados desaparecem quando o Sol se põe. Nada é garantido.

Você é parte da grande divisão O escolhido ou O congelado?

Agora você se vai, e todo o dinheiro da sua faculdade é um monte de débitos agora. E todos seus cartões de créditos estão partidos ao meio. Hora de vagar por uma terra privada de piedade.
Isso é os bastidores desse seu filme fracassado. Um sonho acordado reescrito sem sua permissão. A verdadeira vontade, a concentração falha, a... Visão de novela são apenas os detalhes de um mundo que ouviu muitas mentiras sobre senhores intocaveis. Mas você tentou, não? Mas a chance não tinha nada pra você desta vez, talvez na proxima vida. E você nem ao menos pode voltar para a casa.

As garotas nas ruas todas parecem tristes nessa cidade cortada de papelão. (huh...) Também, essa é a unica coisa aqui que é real.
O ouro é para os tolos. E o paraíso está perdido mas a fome nunca se importou com o custo.

Dia após dia eles caem como pétalas de rosas, como tinta que não seca nem se apaga. Isso apenas segue o caminho sobre fendas e cavernas, buracos e dobras, então eu realmente espero que alguém lhe salve antes de você ficar gelado... Eu realmente espero...
Porque as garotas estão todas tristes nesse pequeno livro negro. Se você não acredita em mim, olhe bem de perto.

Se puder.

"Born in lust, turn to dust. Born in sin, come on in."

- Você não gosta de saber, gosta?
- À sua maneira, não.
- Talvez não acredite em mim...
- Acredito... Mas você só vê as coisas ruins, nunca as boas!
- No fim das contas, o bem é uma ilusão... Uma fábula que as pessoas contam a si mesmas para aguentar o dia-a-dia sem gritar muito.
- Não acredito nisso!
- Eu sei. É um bom moço até o final.

Omega

Que homem arruinado é esse? Carne translúcida e ossos frágeis. O tipo de tempo onde as putas e vilões tentam o livro holistico. Correndo desenfreado com pensamentos livres para livres formas na liberdade e clareza.
Onde as matérias são deixadas pra fora como fios de tecido em uma lavanderia automática para examinar e se concentrar no maior, melhor, agora.
Nós todos temos pecados que precisam ser colocados pra fora. Virtudes pelo despedaçado e leis e sistemas e troncos surgem dos ramos do escritório. Você sabe o que o seu aviso acarreta?
Você tem um proposito a servir? Ou serve de proposito?
Deitado dentro de sua abundância o valor de um verão gasto. E um inverno conquistado.
Para o resto de nós sempre há o domingo. O dia da semana para o descanso, mas tudo o que fazemos é recuperar o folego para que passemos com dificuldade pela piscina de sangue e coloquemos a mão no grande livro preto. Para assistir as facas fazerem zig-zag entre nossos dedos doloridos.
As férias são uma contagem regressiva. Cada vez menos de sua vida é hora de arrastar sua língua no copo de açucar e esperar que você sinta o gosto.

- Mas pra que tudo isso?
- O que diabos está acontecendo?
- Cala a boca!

Eu poderia continuar, mas vamos prosseguir.
Digamos que você é eu, e eu sou você. E eles assistem as coisas que fazemos. E como uma porrada de rancor me jogaram escada a baixo. Não me sinto assim há anos. O grande ímã de rejeição maliciosa... Me deixe ir e, me dê um soco no ponto morto de novo.
É pra lá que você vai quando não tem mais ninguém ao seu redor. É só você. E nunca teve ninguém, teve?
Malditos pretenciosos, covardes. Com seu polegar no pulso e um dedo no gatilho.
Confidencial o caralho! É um segredo e você sabe.
Governo é outra maneira de dizer: Melhor-Que-Você.
É como gelo inquebrado. Uma acusação de assassinato que não é aceita. É como outro mundo. Onde você pode sentir o cheiro da comida, mas não pode tocar nos talheres.
Hah, que sorte. Por fascismo você pode votar... Isso não é legal?
E todos vamos morrer um dia, porque esse é o “jeito americano”. E eu bebi demais e falei de menos quando seu assistente gravou no meio. Diga uma prece, evite a humilhação. Se recupere e--

- See whats happening...
- Cala a boca!
- Vai se foder!
- Vai se foder!

Desculpe, eu poderia continuar, mas... É hora de prosseguir, então.
Lembre-se de que você é uma ruína, um acidente. Esqueça da aberração, sua natureza. Mantenha a arma lubrificada e o templo limpo. Merda, bufe e fale blasfemias, deixe as cabeças esfriarem e os motores esquentarem.

Porque no final tudo que fazemos... É tudo que fizemos.

Skylines and Turnstiles

E neste momento nós não podemos fechar as pálpebras sobre olhos flamejantes. Nossas memórias nos cobrem com amigos que conhecemos como vapor radioativo. Cadáveres de aço estirados em direção à sol que se põe, queimado e preto. Isto lhe alcança e rasga sua carne em pedaços. Enquanto mãos geladas dilacerando dentro de seu coração. Isto é, se você ainda tem algum dentro dessa caverna que você chama de peito. E depois de ver o que vimos, nós ainda reinvindicaremos nossa inocência? E se o mundo precisa de algo melhor, vamos dar a ele mais um motivo agora...

Old books

Just read them,
To see how they are important
Just read them,
To see how they survive on this world
Just read them,
To see how much more they know than you

Just read them.
To be afraid of your own next lines...

Sei que sou não forte...

E não pretendo ser - apesar de sempre me forçar a isso. Pois infelizmente, ninguém será forte por mim. Mas se tenho que sofrer, vou sofrer. Pois é para isso que sigo esta estrada, não? Para cair e levantar outra vez, até que eu tropece numa pedra e caia novamente. E não sei por que digo isso. Não sei por que escrevo estas coisas. Talvez para tentar esquecer do tamanho da insatisfação que me consome quando não te tenho por perto. É uma das coisas que mais me atingem, se não fora a que mais faz. Apenas para não recordar que hoje ainda não acabou, mas que amanhã talvez eu não consiga te encontrar. Que meu tempo é limitado à uma sorte maldita e estúpida, tão imprevisível quando meus pensamentos obsoletos por tanta ira contida. E é repugnante, sim, ter que aceitar. Assistir todas as chances passarem à um palmo da face e não poder degustá-las como desejado. Perceber que a dor não é nada além de uma pequena e esguia partícula... de tudo que ainda tens para sentir.

O que eu sentia, o que eu soube. Nunca transpareceu no que eu mostrava...

Um cigarro a mais após o penúltimo, como uma promessa que nunca será cumprida. Ainda me pergunto por que perder tanto tempo com palavras sem sentido. Se não penso, não as escrevo. Se não as escrevo, não as esqueço. Todos ocupados, e com muita pressa para dar atenção à esta sandice. O papel certamente há de compreender. Que o tempo passa, todos seguem e eu fico. Permaneço aqui, lutando constantemente em uma batalha que não posso vencer. Pois essa é minha vontade. E não há como roubar isso de mim. E os versos daquela bela canção, ressoando em minha mente doentia... De sonhos e pesadelos.

You labeled me, I'll label you
So I dub the unforgiven...

Rückwärts

Foi somente hoje que ela, enquanto entrava no trólebus pelo terceiro dia consecutivo destino ao centro, percebeu que sempre escolhera o encosto do banco virado para o lado oposto. Talvez eu goste de ser puxada para trás a todo o tempo, pensou rapidamente. Ou quem sabe isso não signifique absolutamente nada, além de uma mais escolha patética. Muitas pessoas preferem não sentar nesse lugar. Muitas pessoas preferem não viajar de costas para o caminho. Mas é preferível para ela que seja assim, já que no fim tudo o que consegue é se arrastar para a linha de partida... mais uma vez.

The heat of the books

Enquanto leio sobre uma atividade imanente interna substancial, penso naquilo que me desola e em como páginas impressas de uma boa literatura me aquecem a alma nesses momentos. E por breves e calmos instantes, num devaneio esquizofrênico, pergunto a mim mesma se poderia assim transformar tudo aqui de dentro em livros, para apenas admirá-los e quem sabe obter alguma admiração pela vida. E meu quarto daria um boa biblioteca, sim. Invés de objetos, volumes encadernados tomariam conta do espaço. Cada um com sua história, contada pelos mais maravilhosos autores. Mas acordo para a realidade e pendo minha cabeça de volta as palavras. Pois, se a insensatez não tem possibilidade, ao menos do calor dessas letras de tinta posso continuar vivendo.

Tão pouco, que faz tanto

Com música, risadas
Poesia de falas,
Com um toque especial
Porção de amizade,
Com simples pitadas deixadas
Pelo que sobrou da saudade

Parar a noite,
Com uma composição de ouro
Pois este foi sim, aproveitado
Com ou sem todas estas rimas
Por mais esta tarde, o tempo passado...

Agripnia

Quando todos vão dormir
Acordo
Quando todos acordam
Vou dormir
-
Lábios rubros antes do ápice da noite
Para que o vento não acabe com o brilho
-
Trepidar a cabeça até não poder mais sustentá-la
Dopada de acordes rápidos e categoricamente perfeitos
-
A Lua se despede num
"Bom dia"
E o Sol vem desejando
"Bons sonhos"

.É deste modo que passo as madrugadas mais insanas de minha vida.
[...]
Ergui meus orbes em direção ao espelho e fitei a imagem nele sem pretensão alguma. Por um instante achei que meus cabelos pareciam tão mais belos do que nunca: sujos, extremamente lisos, escorridos, e brilhantes como se estivessem inteiramente molhados. Porém minha face não poderia estar tão mais bela: olhos quase negros mergulhados cada um em sua respectiva mancha arroxeada e opaca; a pele que parecia mais lisa, o que de certo me fez perceber que me encontrava muito mais pálida que da última vez em que havia me observado por aquele vidro polido e metalizado que reflete luz. Com exceção do indecoroso ócio que me contagiava de modo completo, sentia-me perfeitamente bem...
Então pensei: O que diriam se vissem assim?
Não, respondi no mesmo minuto. Não haveria ninguém que quisesse me ver. Não daquela forma. As paredes, talvez... tão cândidas, achando-se no direito de zombar-me a cara, que a cada dia descora-se mais e mais.

Interested in, but not agreed...

That's what they call madness? Damn! I'm so fuckin' crazy than any bullshit written here. Or not? Who knows I'm normal, after all, since this sucks's not even a third of what I do. Or is it just another test, to find madness in who hasn't? If they knew how commons are to lot suicide attempts, maybe they couldn't judge me so much by the drugs that I inject. Who try to do these things probably will seem so more normal than already's... 'Cuz, someone like me - who tries to be normal in your fucking own way - will always be called mad... That's what I call holy shit, so.

Yesterday to think

Por detrás do vidro, a noite era mais bela. Não sentiria nada, pois lá dentro se encontrava aquecida o bastante. As estrelas se foram, pensou. Talvez elas não aguentassem esse tempo extremamente frio e se deslocaram para um lugar mais confortante. E cálido.
De repente veio-lhe uma frase, mas logo vieram outras. E outras mais, num composto de palavras sem sentido deveras desordenado. Preciso escrever, disse finalmente após quase um dia inteiro sem que nenhuma palavra saísse diretamente de sua boca. Partiu em busca de um papel e de qualquer outra coisa que lhe permitisse escrever nele.
Porém antes da primeira linha algo dizia-lhe para fitar o céu outra vez. E lá estava: uma pequena bola de fogo brilhando a milhares e milhares de quilômetros, abandonada em meio ao deserto turvo de nuvens. Sob a solitária estrela chisparam seus olhos pesados. E estes, ao caírem de frente para a folha em branco, perceberam que nada haveria para se escrever ali. Nenhuma frase, nenhuma palavra. Ergueram-se de volta ao astro da noite, como se apenas estes tivessem permissão para observá-lo.

Na volta

Me desloco pelo centro da cidade vizinha
À procura de um pescoço semelhante ao meu

Ainda é dia, a tarde mia
Como um gato manhoso e famélico
Implorando por algum afeto e um pouco de leite
Enquanto observa o céu frio
Que apesar de triste, escondia suas últimas nuvens
Claras e únicas...

E não me importo se não entender
Linhas embaralhadas, cheias do dizer
Não sei da verdade, por isso não digo

O que se sente, não joga-se fora... não agora.

Carreguei-a até a porta lateral da igreja e, silenciosamente, quebrei o trinco.

— Sinto frio no corpo inteiro. Meus olhos estão ardendo — ela tornou a
dizer num sussurro. — Algum lugar escuro.
Mas quando comecei a levá-la para dentro, ela se deteve.
— E se eles estiverem certos — ela disse — e nós não pertencermos à
Casa de Deus?
— Conversa fiada, tolices. Deus não está na Casa de Deus.
— Não diga isso!... — ela gemeu.

O que é loucura pra você?

Eu vou definir o que um paciente que nós temos aqui no hospital - está aqui a mais de 30 anos -, um dia me disse:










Depois eles é quem são os loucos...

Nighmare

Lute! (lute) Não falhe! (falhe) Não caia! (caia)
Ou você vai acabar como os outros.
Morra! (morra), Morra de novo! (morra) Encharcado em pecado! (pecado)
Sem nenhum respeito pelos outros...
Oh!
Desça! (desça) Sinta o fogo! (fogo) Sinta o ódio! (ódio)
Sua dor é o que nós desejamos.
Perdido! (perdido) Bata no muro! (muro) Se veja rastejando! (rastejando)
Apenas um mentiroso substituível...

E eu sei que você ouve a voz deles
(Chamando de cima),
E eu sei que pode parecer real
(Estes sinais do amor),
Mas a vida é feita de escolhas
(Algumas sem possibilidade de recorrer),
Eles tomaram como certa a sua alma
E agora é nosso trabalho roubá-la
(Enquanto o seu pesadelo ganha vida)

Você deveria saber o preço do mal
E dói saber que você pertence aqui, yeah
Ninguém para chamar, todos para temer
Seu trágico destino está tão claro, yeah
Ooooh é seu maldito pesadelo...

Last day 15

- Quando cobraria por aulas diárias de poesia?
- Dar-me ia um beijo na face em troca disto? Que nem reclamaria ou faria cara de nojo ou zombaria... de você tudo vale pra mim neste momento.
- Daria quantos quisesse. Leves e cheios de carinho.
- Que venha de ti, que me importaria se fosse apenas um, pois este valeria mil...
- Pois se por algum acaso, quando eu der-te um beijo e este não valer por mil, avise-me que lhe beijarei a face até que se complete a quantia.

- Você sabe o quanto você é adorável ou é desavisada?
- Acho que sou desavisada.
- Deviam ter te avisado já, há muito tempo...

If you warm me... I'll warm you.

Nortia

Talvez se me restasse o que escrevinhar
Talvez se houvesse como mitigar o que é tão frio
Fomentado por uma única partida,
Sem precisar repetir versos que não são meus...
Vamos fechar os punhos,
E soprar ar quente adentro as mãos
Antes que congelem o suficiente
Para fazer tremer o próximo rosto que tocá-las...

Call on me

Quando você se virar, precisando de alguém lá
Quem pode te dar amor e mostrar-lhe o devido cuidado
Se há um lugar dentro de você que está vazio e frio
Você pode precisar do meu amor, para ter, para manter
Me chama, Me chama
Me chama, Me chama
Eu estarei ao seu lado,
Para mantê-lo satisfeito...

Quando a luz clara de um dia de inverno
Sopra frio e duro e o futuro é cinzento
Você pode sempre ter o fogo do amor
Para mantê-lo aquecido acima do sol
Me chama, Me chama
Me chama, Me chama
Eu estarei ao seu lado,
Para mantê-lo satisfeito
Eu estarei ao seu lado,
Para mantê-lo satisfeito...

Rock fuckin' Roll


Cure for pain

Onde está o ritual,
E me diga onde está o gosto
Onde está o sacrifício
E me diga onde está a fé
Algum dia existirá a cura para a dor...
E neste dia eu jogarei meus remédios fora
Quando eles acharem a cura para a dor...
Onde está a caverna
Para onde foi a sábia mulher
E me diga onde,
Onde está todo o dinheiro que gastei
Eu proponho um brinde ao meu auto-controle
Você o vê rastejando pelo chão
Algum dia existirá a cura para a dor...
E neste dia eu jogarei meus remédios fora
Quando eles acharem a cura para a dor...
Quando eles acharem a cura, acharem a cura para a dor...

By my side

Na escuridão da noite
Naquelas hora tardias
Incertas e ansiosas
Eu preciso ligar para você

Quartos cheio de estranhos
Alguns me chamam de amigo
Mas eu queria que você estivesse perto de mim

Na escuridão da noite
Naquelas horas tardias
Eu me liberto
Quando estou com você

Na escuridão da noite
Do meu lado
Na escuridão da noite
Do meu lado, do meu lado, do meu lado,
Eu queria que você estivesse...
Eu queria que você estivesse...

So

Não torça minha prosa como um pano umedecido
Esperando que gotas de sal escorram dele
Pois neste relento não há nada mais de um pouco de água

Em cada estrofe descubro o quanto mais fundo posso chegar...

Mas suas palavras não são como as minhas,
Então não pense que digo tudo o que realmente quero dizer
Então não pense que escondo tudo o que realmente quero dizer

Seria como ouvir uma nova canção pela primeira vez,
Quando parte mais importante sempre é ignorada
Porém com o passar das horas acaba sendo percebida...

De uma mameira ou de outra.

Eu acho que é por isso que eles chamam isto de fossa

Segurei com o máximo de força que consegui, mas o que tremia não era o pincel e sim minhas mãos. O chá já estaria gelado dentro da grande xícara; no entanto não me importei em dar mais um gole. Os últimos dias haviam se arrastado, de modo que eu não via problema em também arojar-me pelo piso do apartamento. Entre músicas e utopias, uma semana inteira se foi. Você aí, sem mim; e eu aqui, sem você. Quem está se sentindo melhor? Com certeza não sou eu. Sinto sua falta mais do que antes. Ocupações suficientes para não fazer o mesmo por mim? Ao menos uma vez em meio todos esses dias, vou apostar. O cansaço físico não me deixa pensar.
No papel, um coração infantil. No peito, um sentimentalista módico. Que apesar de exagerado e débil, bate feliz por ter lembranças suas.

É difícil encontrar um título

Para tal conjunto desalentado de linhas,
Compostas por sensações psíquicas e alarmantes
As calo com riffs destorcidos,
Agitados e desnorteantes...

Doidejo eu,
Por versejar ao som de um bumbo duplo?

Love her

Eu conheci uma garota que odiou o mundo. Ela usou seu corpo para vender sua alma. Toda vez que eles a quebravam e pagavam, rasgavam seu coração e a deixavam na dor. Eu nunca descobri como ela sobreviveu; a toda tristeza e dor mantidas por dentro. Eu nunca descobri como ela pôde mentir; com um sorriso no rosto e as cicatrizes ela escondia...

Você poderia ter amado ela se tivesse pagado,
Você poderia tê-la todos os dias...
Você poderia ama-la se você tivesse rezado,
Você poderia tê-la de todas as maneiras...


De joelhos, ela sangrou no chão. Essa vida esperançosa ela não queria mais. Morta em sua mente e fria até os ossos. Ela abriu seus olhos e viu que estava sozinha. Ela nunca descobriu o quanto eu tentei. Toda tristeza que ela guardou me fez cego. Ela nunca descobriu o quando eu chorei. A corda tão apertada na noite em que ela morreu...

Você poderia ter amado ela se tivesse pagado,
Você poderia tê-la todos os dias...
Você poderia ama-la se você tivesse rezado,
Você poderia tê-la de todas as maneiras...


Eu nunca descobri como ela sobreviveu. Uma vida vivida em mentiras é uma vida de rejeição. Eu nunca descobri como ela pôde mentir; com um sorriso no rosto e a escuridão por dentro...

Wherever I may road

A boca pintada de vermelho aquietou-se e, borrados de preto, os olhos queimavam diante a multidão que ergueu os punhos quando a introdução começou. Os fios negros desceram pela fronte no momento em que baixou o olhar, mirando a visão para o sexteto de cordas, da guitarra que levava ao ombro. O que mais ela estava esperando? Começou a balançar a cabeça para os lados com força, deixando seus cabelos oscilarem com o movimento em mesmo tempo que acompanhava o ritmo alucinante daquela música. Tocava com fervor, mexendo a palheta individualmente sobre as linhas de aço, na segurança de que não haveria de errar uma nota se quer. Os lábios passaram a se mexer contra o microfone, palavra por palavra. E aquele orgulho em poder cantá-las... um orgulho ingênuo, que ninguém poderia sentir. A não ser ela própria.

Poor twisted me

Ao invés de,
Queixar-me com humor
Ou,
Queixar-me com paciência
Prefiro,
Queixar-me com turtura
Pois,
Não vejo graça na desventura
Não vejo bonança alguma na ruína

Porém,
Adoro quando padeço
Diante dos que esperam atitude melhor
Porque,
Sou tão fraco quanto pareço
E o encargo se mostra bem pior
Do que,
Quando se está na platéia,
Apenas assistindo.

Piegas, não?

Estava aflita. Quem dera que os problemas, ao menos os pequenos, fossem solucionados apenas com o desejo. Esqueço-me de todo o resto para lembrar que nos dias frios, aquele abraço é o único que me ampara antes da inércia. Um agasalho quente não irá protejer minhas pernas tão expostas. Eu deveria dar mais préstimo à elas. Somos todos assim, valorizados em partes? Não importa, não é disso que sou feita. É faço sim desistir de tudo, abandonar este barco. Mas vou esperar sentada; com amuados lábios rubros e aquela pequena caixinha da saudade entre os pés. Se a embarcação naufragar, quem sabe não me deixo afundar com ela.

Dessa, eu gostei

- Sabe, você parece muito com a terceira pessoa por quem me apaixonei...
- É mesmo? E quantas vezes se apaixonou?
- Duas.

My Last Serenade

Esta revelação é a morte da ignorância. Entrelaçada em um estado de asfixia. Escrava da sua própria justiça. A maldição está em seus lábios. Da tristeza para a serenidade, a verdade é absolvição. Da tristeza para a serenidade, a verdade é absolvição. Está na sua cabeça. Esta é a minha última serenata. Eu sinto enquanto você cai. Esta é a minha última serenata. De si mesma você não pode fugir. É sua escolha, apontar o dedo. Mas está em sua cabeça. Seu destino é a escolha que você faz. Você crescerá ou continuara sendo escravo da propria justiça. Abra seu coração e enchergue.

É assim

É assim que me comporto quando lábios tentam me calar com esperança. É assim que cada gota escorre quando o tempo resolve não passar: mas se arrastar. É assim que meus olhos te vêem, chispantes como pedras preciosas, que com apenas uma punhalada perderiam aquele brilho intenso. É assim que cada palavra se dissolve; em pensamentos inúteis terminados em versos que jamais conseguirei lê-los novamente. É assim que acabo como o Sol; que se esconde por entre as nuvens quando o dia está péssimo para reluzir-se. É assim que meus dias passam quando não consigo me concentrar em mais nada, a não ser na desalmada falta que você me faz.

Walking in my front

I hope you want me
Like always, today
Or when the sky turns grey
I won't leave you alone
Let me hold your bone
With all our roses and guns,
To freeze the heat that burns
And make my heart spits,
After the steps of your feet
Through smiles and tears
On the path of my fears
For taking out of away,
My scraps of bad luck
So take me home beside you
I don't give a fuck.

A menina que não sabia escrever

Hey, irmã querida
(Eu não sei escrever)
Meus versos são quebrados
Minha prosa é violentada
E minha rima ocultada
(Eu não sei escrever)
Ninguém sabe a verdade
Essa é a verdade
(Eu não sei escrever)
Por isso ninguém lê
Por isso ninguém vê
Quando escrevo
Tantas palavras
Por isso que eu digo
(Eu não sei escrever)
E repito
(Eu não sei escrever)
Pois se eu soubesse
Já teriam me enforcado há muito tempo...

Frisa

Daqui sua pele parece tão branca. Espero que se alegre com minha presença. Eles não se importam como eu. Não pertences à eles, pois serás hoje minha. Sabes que quero, mais do que qualquer outro. Senti sua falta. Meu pescoço em troca do falso afeto dos demais; valerá a pena. Me deixe à vontade, me faça esquecer de todo o resto. Te espero esta noite. Preciso de você.

Lasso

Impressionante espetáculo
Todas aquelas cores
Chispando contra seus orbes
No fim de um dia álgido
Impregnado de um ócio nocivo

Reles vadiação,
De um jovem mandrião
Que não quer, mais quer
Se achar entre um devaneio e a realidade
Que faz picadinho da sua liberdade
E a encarcera em uma segunda prisão,
Tão pior quanto a primeira.

Born date: 02/06/1992

Por muito vinha reivindicando por certos direitos dos quais não lhe eram dados até a data de hoje. Mas o que houve, menina, não está satisfeita? Seus olhos não querem brilhar; terá nisso algo de errado? Saia da cama, tome seu café e ouça aquelas músicas que tanto adora. Não fora isto que pranejara para este dia tão incrível? Dia lindo e gélido, o qual desde o momento que lhe observou descerrar os olhos vem tentado convencer-te de que agora quem decide é você. Espero que daqui em diante, consiga enxergar. Apesar de sempre ter achado que enxergara antes, mas fingia não fazer, pois obviamente que era mais fácil. Não se sinta abandonada; eles ainda estão lá. Deixar a decepção estragar o seu belo dia não é um bom começo. Para todos aqueles sentimentos lastimáveis que lhe assombram, repito-lhe aquele título da última página do jormal desta manhã: A culpa é sua!. Se ainda não está preparada para assumí-la, o que há de se fazer além de esperar? É verdade: você odeia esperar. Então realmente não sei, pequena garota. Só sei que resignação não é contigo. Não tens paciência com a vida; e espera que a vida que tenha paciência com você. Não acha isto, uma baita injustiça? Você quem sabe.

Life to Lifeless

Humility cover me,
With the ashes of remembrance
I will learn from this pain

There is, no darkness, without light, to teach us, of ourselves..

Humility cover me
With the ashes of remembrance
I will learn from this pain

Life to lifeless... to eternity
Life to lifeless... the cycle repeats
Death unfolds itself painfully, to unmask how fragile we are
Death unfolds itself painfully, teacher of sanity

The pain drags me down,
I'll rebuild me...
The pain drags me down,
I'll rebuild me.

Dotted line

Don't be afraid,
Don't, friend of mine
You can do what you want
Every time,
Like you, like me
Inside your mind
Every time,
Don't be afraid
We'll find
To pay high
Every time,
No-one to die
That's right
Don't be afraid.

Pífio

Risco um trevo com uma lâmina de papel
Na expectativa de estampar a sorte
Alguém me grita: Menina, como és boba!
Esta casca não é nem um pouco forte
Para traços tão doridos
E sentimentos maciços
Que se renovam como os estribilhos
Repetentes da mesma sandice
Esparsos sobre o pavimento em meus sonhos
Livres ao vento como cinzas, recém-
Nascidas, porém
Abnegados perante tudo que me acerca.

Ressono ao relapso

Ela permanece lá
Deitada para o nada
Num olhar cerrado
Sem mais algum movimento, isento
Por que ainda não enxengas?
Fora atingida pelo vento
Que consigo trouxe a poeira
E penetrou em seus olhos, a sujeira
Assim os umedecendo por mais algum tempo...

Smells the sorrow

Pela primeira vez,
Vieram com um cheio diferente...
As cartas
Pela primeira vez,
Um cheiro.

Seria este, o aroma das lágrimas de uma noite inteira?
Mas das lágrimas não se emana cheiro...

Deve ser pura imaginação,
Pois não sinto o cheiro de meu pranto
Pois não sinto cheiro algum...
A não ser o da estupidez,
Que se propagou pelo meu corpo há dias
Sem eu ao menos perceber.

Languidez

Ela então levantou-se calmamente da cama em direção ao banheiro. No caminho, passou por um grande espelho e observou-se nele, com a ajuda do crepúsculo que invadia o recinto pela janela e lhe permitira enxergar parte de ser rosto pálido, cansado de descansar. Mais um dia trocado pela noite, pensou. Mais um dia em que sua vida lhe dera e o desperdiçada com sonhos esquecidiços. Mas o que haveria de se fazer? Há dias que seu ânimo a deixara. Há tempos que as circunstâncias entristecem seus melhores momentos, mas até poucos dias antes ela ainda conseguira sorrir. Estara sem paciência; o infortúnio a manteve presa naqueles pensamentos infundidos de dúvidas cruéis. Alguém poderia ajudá-la. Não, agora não. Nem mesmo quem ela deseja ter por perto, de quem um abraço apertado não faria mal nenhum.

Hold me too tight ,stay by my side...

Das alte Leid

Fora da semente e na luz
Um impulso interior me pressiona a ir
Para a mesma coisa e a velha agonia
Prende minhas lágrimas com uma gargalhada
E sobre a campina apodrece um jovem corpo
Onde o destino guia seus fantoches
Para a mesma coisa e a velha agonia
Sei finalmente, aqui nada será de graça

Fora da semente e no nada
Todos sabem o que resta no final
A mesma coisa e a velha agonia
Me lança tão lentamente na insanidade
E sobre a campina é travada a mesma guerra
O coração continua a naufragar sempre
A mesma coisa e a velha agonia
Finalmente, agora sei...

Nie mehr...
Nie mehr... das alte Leid
Nie mehr...
Nie mehr... das alte Leid.

Sempiterno

Vinde aqui aquele estranho ódio de tudo. Mais uma vez sugando a índole, a vontade, os pensamentos. Bem vindo seja, novamente. Roçando pelo chão cada sorriso verdadeiro, imaculado por boas circunstâncias. Senta-te em tua velha cadeira e diga-nos que está orgulhoso do escorrer de lágrimas que presenciaste a pouco. Surdo às palavras humanas, faça-os agirem como insanos, esfarrapados de desgosto. Tão fajuto quanto faceto este seu riso esconso. Sua clareza está em cada visita. Ademanes para aqueles que percebem sua ausência, pois sabem que um dia estarás de volta. Pobres bastardos aqueles que não lhe recebem como eu.

200º

É de fato
Muito ruim desejar a presença de alguém
Que não pode estar com você agora.

Ah, como eu odeio esperar..

Cada minuto que passa
Torna o próximo tão mais angustiante que o anterior.
É como uma corda,
Que se aperta em volta do pescoço com o decorrer do tempo
Sufocando ainda mais quem já não respira direito.

Before midnight, I write

O céu calmo, o sol enfraquecido, o dia que não presenciei pela falta de energia em meus ossos envoltos de uma carne tão forte. As frestas de calor que poderiam ter entrado em meus quarto e aquecido alguns pedaços de minha pele alva, tépida. Os dedos gélidos que se encontram em volta desta xícara de chá quente, desejam estar em volta daquele corpo. Mas com receio de não serem suportados por muito tempo decorrentes a sua frieza, embora terem a certeza de que serão bem aceitos, de certa forma. Dia frio para um descanso, dia tênue para sentir falta de alguém tão importante. Dia distante, que se juntara àquele conjunto de dias em que não me importei com nada, a não ser com o incrível fato de que meu coração ainda bate o suficiente; apenas para ter a chance de se alegrar novamente.

Juddy

Ela sentou-se do meu lado e perguntou:
- Hey, o que está fazendo?
- Nada, - respondi enquanto passava levemente meus dedos pelo sexteto de cordas do violão que repousava deitado em meu colo. - Não faço nada, só respiro.
- Então vamos brincar?
- Do quê?
- De show.
- Como assim?
- É fácil. - disse ela. - Você é a artista e eu sou a platéia.
- Mas aí não vai ter graça.
- E por qual razão não terá graça? - replicou, em tom um pouco mais tenso. - Só porque eu sou sua amiga imaginária?
- Não, Juddy, não é isso. - expliquei, acariciando o instrumento com suavidez. - É que eu não sei tocar e cantar. E eu sempre erro nos acordes, não é sempre que sai perfeito, você sabe.
- Claro que sei. - olhou rapidamente meu rosto que estava cabisbaixo. - Mas se saísse perfeito toda a vez, seria uma chatisse, não acha?
- É, talvez.
- O que seria do doce senão existisse o amargo? É aí que a graça se esconde. - deu um leve tapinha em meu ombro, sorrindo. - Agora vamos, toque uma canção. Sua platéia está esperando.

Solferino

Um dia
Permitirei que se dissipe
A grande vivacidade
Desta névoa de sentimentos que paira
E se espalha,
Por todo um corpo que se sente cansado
Apesar de tão poucos anos...

E vos mostrarei
O que o um amor pode fazer
Se é que este algum dia
Teve esse direito.

Death Tree

Não é de sempre que deixo a ira me dominar por muito tempo. Se não tenho aquele alguém que me faz esquecer dos infortúnios, opino para a música. Mas quando não posso fazer barulho, apelo para a ilustração. O engraçado é que nunca consigo pensar em mais nada, e acabo desenhando essa árvore. Árvore da Morte, como a chamo. Não é tão bela como qualquer árvore; está tão cheia de raiva que perdeu todas as suas folhas e agora não passa de um pedaço de madeira petrificado. A forca... bem, a forca representa o castigo que eu gostaria de aplicar nesses malditos motivos de aversão, em tudo isso que eu gostaria de matar, mas não posso.

"Antes só do que mal acompanhado..."

Odeio 'filosofar' sobre qualquer coisa (aliás, nem tenho certeza se sou capaz disto), mas andei pensando e acho que não concordo com esse ditado. Claro que é bem mais favorável ficar sozinho ao ter um aborrecimento. Talvez eu não saiba explicar, no entanto não é difícil de se entender. De certa forma, eu prefiro ter uma companhia com quem me aborrecer do que não ter ninguém, nem para isso. Pois se fico sem alguém por muito tempo, me aborreço do mesmo jeito, exatamente por não ter com quem ou com quê me injuriar. Então o que prefiro: me aborrecer por algum motivo ou me aborrecer por não ter motivo algum?

Cantor, Compositor, Cartunista, Roterista, Ator, Marido, Pai, Fumante, Fã de Rock n' Roll.

Quer mais o quê, meu amor, dominar o mundo?
Pode-se dizer que uma pequena parte dele, já conseguiu.

[...]

— Ah! Hermínia, não há muito o que ensinar, você sabe muito mais que eu. Que
pessoa interessante você é, mocinha! Em tudo e por tudo você caminha à minha
frente. Significo algo para você? Não a aborreço?
Olhou para o chão com olhos sombrios.
— Não me agrada ouvi-lo falar assim. Você se esquece da noite em que, desesperado pelo tormento e a solidão, cruzou por meu caminho e nos tornamos bons amigos? Por que imagina que pude conhecê-lo e compreendê-lo então?
— Por que, Hermínia? Diga-me!
— Porque eu sou como você. Porque estou tão só e amo tão pouco a vida, as pessoas e a mim mesma quanto você; e, como você, não posso levar nada disto a sério. Sempre houve pessoas assim, que exigem da vida o que ela tem de mais alto e não podem conformar-se com sua estupidez e crueldade.
— Oh! você! — exclamei, profundamente admirado. — Compreendo-a muito bem,
minha amiga; ninguém a compreende melhor do que eu. E, no entanto, continua a ser um enigma para mim. Você brinca com a vida, tem uma prodigiosa afeição pelos pequenos detalhes e prazeres, é uma espécie de artista da vida. Como pode sofrer na vida? Como pode duvidar?
— Eu não duvido, Harry. Mas quanto a sofrer na vida, disso tenho muita experiência. Você se surpreende por eu ser infeliz e conseguir dançar e estar tão segura de mim nas coisas superficiais da vida. E eu, meu amigo, me surpreendo por sabê-lo desiludido da vida sendo capaz de dominar tão profundamente as mais belas coisas do espírito, da arte e do pensamento! Eis por que fomos arrastados um para o outro e por que nos fizemos irmãos. Vou ensinar-lhe a dançar, a brincar e a sorrir, e ainda assim permanecer infeliz. E você me ensinará a pensar e a saber, e ainda assim permanecer descontente. Sabe que somos ambos filhos do demônio?
— Sim, isto é o que somos. O demônio é o espírito, e nós, seus filhos desgraçados. Saímos da natureza e caímos no vazio...
[...]

Mesmo que eu dissesse, não adiantaria

Isso, grite mais. O dia que ficar você sem sua potente voz será aquele em que eu poderei acreditar em deus. Já estou surda de tanta falação. Exato, sou uma mera retardada que não entende as suas ordens. E realmente, não me vale tanto assim obedecê-las. Poderia, por obséquio, calar essa sua maldita boca? Estou tentando escrever. Espere, faça melhor, continue. Me deixe ter cada dia mais certeza de que meu tempo por aqui está se esgotando. E aproveite enquanto tem alguém em que possa descontar todo o seu stresse. Quando estiver só você e as paredes, verá como elas são diferentes de mim.

Empty Space

Apesar de ter tanta coisa lá fora
Aqui dentro o espaço ainda é vazio
E sem tempo para gastar comigo
Sem paciência para aguentar minhas asneiras

E o que eu não daria agora
Para puxar da mente todas aquelas canções em voz baixa
O violão descansando em meu colo
E você em meu ombro,
Ouvindo-as sem mais nada dizer
Ouvindo-as sem mais nada querer
Assim como eu,

Como o tempo.

Que de tão fastidioso,
Deixou que o brilho do Sol se dissipasse entre as nuvens...

The life is a dramatic art

Abre-se as cortinas e lá vamos nós.

Você é o personagem principal. Haverá cenas alegres, tristes, engraçadas, trágicas, românticas... e tudo acontecerá ao teu redor. E sempre haverá um espectador mais abusado observando sua atuação e comentando sobre ela para o companheiro da poltrona ao lado. Muitos personagens entrarão e saírão de cena, menos você. Alguns voltam, a maioria não. Nenhum igual, todos completamente diferentes; alguma mera semelhança talvez... talvez. Mas é recíproco. Uns serão tão inesquecíveis, que te fará ter vontade de vê-los em cena novamente.
Cenários variados... lindos, feios e outros nem tanto. Luzes, cores e trilhas sonoras para cada momento especial do tão esplêndido espetáculo da vida. Nenhum direito a ensaios, roteiro, ou falas decoradas. Tudo emprovisado, ao vivo. O segredo é ser seu único personagem... para que quem estiver assistindo nunca se esqueça dele... e do que fez antes das cortinas se fecharem para sempre.

Possessão

- Mas ora, criança, porque choras?
- Porque estou triste e não posso estar com a pessoa que amo.
- Já optou por enviar cartas ou telefonar?
- Não tenho o telefone dela e o correio já fechou. Só abrirá na segunda-feira.
- Então prepare uma carta e envie na segunda.
- Segunda-feira eu não estarei mais triste.
- Estará feliz?
- Não. Estarei chateada.
- E não irá querê-la quando estiver chateada?
- A quero em todos os momentos... esse é o problema.

Questions

- Me permite fazer apenas uma pergunta além desta que lhe faço agora?
- Sim, pergunte.
- Se pudesse escolher entre o Céu e o Inferno, qual escolheria?
- O inferno.
- E por que?
- Você disse que era apenas uma pergunta.
- E daí?
- E daí que com essa última, foram três.
- E é pecado fazer perguntas a mais?
- Não sei. Mas não cumpriu com sua palavra de fazer-me uma única pergunta.
- Será que queimarei no Inferno por não cumprir minha palavra?
- Espero que não. Porque se isso acontecer, escolho ir para o Céu, desde já.

Ternura Familiar

- Não grite comigo. - falei serenamente, tentando parecer o mais calma possível apesar de por dentro eu estar pronta para explodir.
- Estou na minha casa, e falo na altura que eu quiser com você. - replicou ela ainda num volume alto demais para uma conversa descente. - Eu sou sua mãe!

- E eu sou sua filha, - articulei sem alterar meu tom de voz. - não o seu cachorro.

Stand by Me



O que desejo é estar sempre perto de ti
Para aliviar as dores e fazer-te sorrir
E jamais deixar-te esquecer,
Que sou aquele quem mais se preocupa
De verdade...

Contigo.


Eu não queria ouvir mais nada.

Era hora de ir para a cama. Mas fiquei magoado com aquela pequena discussão e ele sabia disso. Quando comecei a descalçar as botas, ele levantou-se da cadeira e foi sentar-se perto de mim.
— Sinto muito — ele disse com a voz mais desanimada.
Foi uma mudança tão grande da atitude de um minuto atrás que eu olhei para ele, e ele era tão jovem e tão infeliz que não pude deixar de abraçá-lo e dizer-lhe que não devia preocupar-se mais com aquilo.
— Lestat, você tem uma aura — ele disse. — E ela atrai todo mundo para você. Ela está presente mesmo quando você está furioso, ou desanimado...
— Poesia — eu disse. — Ambos estamos cansados.
— Não, é verdade — ele disse. — Há uma luz em você que quase cega. Mas em mim só existem trevas. Às vezes acho que se parecem com as trevas que o contagiaram naquela noite na estalagem, quando você começou a chorar e tremer. Estava tão desamparado, tão despreparado para ela. Tentei afastar aquelas trevas de você porque eu preciso de sua luz. Preciso dela desesperadamente, mas você não precisa das trevas.
— Você é que é o louco — eu disse. — Se pudesse ver a si mesmo, ouvir sua própria voz, sua música... que, é claro, você toca para si mesmo... não veria tanta escuridão, Nicki. Veria a sua própria luz. Triste, sim, mas luz e beleza se juntam em você em mil padrões diferentes.

A stitch in time

Don't say you want too much
They'll say you've had enough
Don't let them lay their trips on you

There's somewhere I just gotta be...
You're everywhere at once, and you can't break free...
You're everywhere at once, and you can't catch me, watch out!
There's somewhere I just gotta be...

Tirante a negro

Sozinho,
Na escurão nada se faz.

Nada se vê,
Nada se ouve,
Nada se fala,
Nada se sente...

Apague a luz, desligue tudo ao redor,
E olhe para um céu turvo, sem Lua ou estrelas...

Não se parece o mundo, tão injusto?

O que Sarah dsse

Percebi então que cada plano é uma pequena prece para o senhor tempo, enquanto eu encarava meus sapatos na UTI que cheirava a mijo e 409. Eu controlei minha respiração e disse pra mim mesmo que já tinha suportado demais por hoje. Enquanto os batimentos enfraqueciam no monitor e te levavam um pouco mais longe de mim. Pra longe de mim.
Entre as máquinas de venda e as revistas do ano passado, num lugar onde só dizemos adeus por causa de um deslize violento, agora as memórias dependem de uma câmera defeituosa em nossas mentes. E eu sei que é verdade que eu preferiria perder do que nunca te ter ao meu lado. E eu olhei para todos os olhos no chão enquanto a TV entretinha a si mesma. Porque não existe conforto numa sala de espera; apenas passos nervosos esperando por más notícias. Então a enfermeira aparece e todos erguem a cabeça. Mas eu estou pensando sobre o que Sarah disse. Que o amor está assistindo a morte de alguém.

Então quem vai te assistir morrer?

Meredith Grey

Demasiadas vezes, a única coisa que você quer mais é a única coisa que você não pode ter. O desejo nos deixa com o coração partido... Ele nos arrasa. O desejo pode destruir sua vida. Mas tão forte como querer algo pode ser... as pessoas que mais sofrem... são aquelas que não sabem o que querem.

Minha mão está tão longe da sua agora...

Você não precisa de ajuda
E mesmo se precisasse
Ninguém poderia te socorrer
Nem mesmo eu,
Que te amo tanto.

Citrino pensar

Até quando continuarei agindo como se não eu tivesse nenhuma pressa em ter minha própria vida? Até quando terei que aceitar as ordens dela para não ter que ouvir aquelas verdades no fim do dia? Queria ter coragem suficiente para sair por aquela porta e encarar o mundo lá fora. Mas ainda não estou preparada, sei que não. Ainda tenho medo dele, muito medo.

É bom sonhar.
Mas muitas vezes é insuportável.

Teatime with Mr Silence 2

- Como tem andado? Ainda muito solitário?
Ele não respodeu. Me olhou com aquela expressão fúnebre, sem sentimentos. Tornou a cabeça para a janela.
- Pois é. Hoje o dia está cinza e nevoento, mas um tanto reconfortante, não acha? - perguntei enquanto servia-lhe uma porção de chá em sua xícara.
Ele acentiu. A fumaça do liquido quente recém derramado subia suavemente entre nós. Virei-me para onde ele olhava; a imagem de uma pequena névoa atravessando as árvores não muito distantes. Por alguns instantes a observei. Até que logo retornei a mesa e agarrei o açucareiro, alterando minha voz, obrigando-o a voltar seu rosto para mim.
- Uma colher ou duas?

Talvez ela não tenha ficado.

Caminhei pela pista de dança sem muita velocidade. Todos se balançando ao som da música agitada que tocava, esta que nem lembro se conhecia. A maioria estava sorrindo, pareciam confortáveis. Separados em corjas poucos distantes umas das outras, pois o espaço do salão não era amplo. Muitas luzes piscando; muitas cores sobre meus olhos. Eu mal conseguia enxergar o rosto de meus convidados. Mas creio que eram todos conhecidos.
- Feliz Aniversário! - exclamou altamente um rapaz de cabelos louros, sua mão agarrando meu braço pálido fortemente, assustando-me naquele momento. Se ele não tivesse me virado as costas logo após o voto, certamente o teria reconhecido.
Isso nem me importava mais; quem eu queria ainda não havia chegado. Ela não disse que viria, mas eu a estava esperando. Nada me interessava ali, nem a roupa que eu estava vestindo. Então resolvi subir escadas até a portaria. Queria ver quantos livros eu já havia ganhado.
A pequena mesa estava completamente lotada, não tive condições de contar quantos tinham. O caderno onde convocados assinavam sua presença estava exatamente no meio deles. Títulos e mais títulos, novos e antigos, de diversos autores e gêneros. Todos empilhados um acima do outro. Certamente que fora uma ótima idéia escolher um só tipo de presente.
Passei meus orbes por algumas obras que estavam à vista; a primeira de cada porção que ali foi montada. Até que, enfurnada entre uma pilha e a parede, encontrei uma perdida. O papel pardo em sua volta a separava das demais. Parecia solitária. Retirei-a da embalagem e ao ler sua capa, tudo em volta inquietou-se.
Li o título mais uma vez, certificando-me de que não estava imaginando coisas. Aparentava ter umas duzentas folhas. Lindas letras prateadas em couro preto nomeavam aquele conjunto de palavras que por tanto admirei. Eram as palavras dela, que a partir de então eu sempre as teria por perto.
E na página de guarda, uma dedicatória em manuscrito. "Com amor, para a minha pequena." Lacrimejei, sorrindo levemente, de imediato me perguntando se aquilo tudo era verdade.
Ao levantar a face, voltei a ouvir todos os sons que haviam se cessado após o abrir do pacote. Abracei o livro fortemente, meus passos eram largos embora eu estivesse tremendo demais para perceber. Corri desesperadamente até as escadas que subi a pouco. Olhei aquela multidão espalhada por todo aquele espaço. Eu deveria ter perguntado aos seguranças se alguém já tinha ido embora, mas não fiz. Eu queria muito que ela estivesse ali.
E quando eu estava descendo os degraus com toda aquela pressa, prestes a pisar sobre o chão encerado da pista novamente, na esperança de encontrá-la enfurnada num canto como havia encontrado sua obra...

Eu acordo. Minha mãe está reclamando sobre porta do apartamento ter passado a noite sem o giro da chave. Olho para a janela. A luz entra em meus olhos e eles ardem. Eu queria que ela estivesse nauquela festa. Eu queria que ela tivesse ficado. Por mim.

The Lápis

Onde se enfiaste, maldito desenhador?!
Procuro-te há mais de uma hora
Não te atrevas ir embora
Sem ao menos me rabiscar algo.

Preciso dos teus serviços
Ao menos por hoje, amanhã e depois
Farei mais que apenas um verso
Naquele pedaço de folha que rasguei em dois

Oh Sr lápis, não me abandone
Pois sem sua cor, jamais conseguirei
Passar aquilo tudo para o sulfite
Aqueles traços que imaginei

Grite, uive, mostre-me uma pista
Agora que olhei para a mesinha, te pergunto
Como pude perder-te de vista?
Da próxima vez, esvreva-me um bilhete.

Twenty-eight years old (sobre Bert McCracken)

Há quem o ame e quem o odeie. Idiota algumas vezes, mas um cara simpático e bem humorado na maior parte do tempo. O cabelo é um pouco sujo e encebado, mas quem liga quando aqueles berros entram em seus ouvidos e te fazem berrar junto com ele em todas as canções? Essa cara de quem bebeu todas noite passada garante que apesar de tudo, a vida continua. É mais fácil assim, não é? Sim, sentiremos a sua falta quando você se for, sentiremos a sua falta quando você morrer. E nunca saberemos como terá morrido.

Cerúleo

Já se tornou cansativo criar versos sobre tais sentimentos. Amor, esperança, paixão, medo, desilusão, ódio, arrependimento. Nada demais acontece por aqui, então por que escrevinhar sobre isso? Nunca tive jeito para me manifestar; quatro anos seguidos numa escola de teatro não parecem ter ajudado. Ou quem sabe a verdade é que as coisas mais importantes são as mais difíceis de se expressar, pois as palavras as dimiuem. Isso, minhas palavras diminuem meu verdadeiro sentimentalismo. Quiçá aqui dentro eles estejam mais seguros. Talvez seja a hora de parar, pelo menos por enquanto.

Sensação estranha de que palavras não fazem diferença.

A big grunge party in heaven tonight

What else should I be
All apologies
What else could I say
Everyone is gay
What else could I write
I don't have the right
What else should I be
All apologies

In the sun
In the sun I fells as one
In the sun
In the sun
I'm Married
Buried

Hagar e Helga



Friday to think

Um boa sexta-feira
Para dormir até o Sol se pôr
Para ler até o olhos cerrarem sozinhos
Para enfim pensar naquela pessoa
Da qual a falta sinto tanto...
Esquecer daqueles pesadelos
Que mais pareciam fantasias
Os laços não se desatavam
Mas também não se mantinham entrelaçados
E continuo matutando
Sem poder escrever uma palavra ao menos
E por mais um minuto acreditando
No simples, no maravilhoso, no imaginário
No mais rico dos meus desejos
Até então,
A minha maior alegria
De viver todos aqueles sonhos outra vez.

"Two fuckin' years."

Estava pouco me lixando se aquele era o primeiro dia de aula do ano. A única coisa na qual eu conseguia pensar era em como eu me sentiria ao finalmente vê-los ao vivo em um concerto. Como fã, tive sorte.
Muitos fanáticos esperam por anos até que seu ídolo pise em seu país e faça um show.

Um mês. Foi esse meu tempo de espera. Eu não me ousava a imaginar que algum dia teria a oportunidade, por isso só resolvi realmente ansiar a partir do momento em que o ingresso estivesse em minhas mãos.
E foi bom. Muito bom. Nunca havia cantado aquelas canções com tanta vontade e fervura. Apenas três discos lançados, mas fora o suficiente para arrancar gritos estridentes de mais de 7 mil espectadores, que como eu haviam trocado uma satisfatória quantia em dinheiro por um simples e delicado pedaço de papel que deram-lhes o direito de assistir a banda em diversos ângulos, diversas distâncias. Sinceramente? Valeu cada centavo.

Hold you while you sleep

Você foi embora sem se despedir
E nem mesmo por isso
E nem por qualquer outra razão
Vou deixá-la sozinha esta noite

Me arrastando por dentre seus lençóis
Até chegar perto o bastaste
Para rodea-lá com meus braços
Enquanto descansa...
Enquanto a madrugada diz bom dia,
E cada respiração sua é ignorada por todos
Menos por mim.

Outro dia me peguei numa súbita curiosidade
Em descobrir se esses lábios são realmente tão amargos...
Não pude prová-los sem seu consentimento.

Mas aguarde,
Pois beijarei sua nuca
Muito antes das agulhas deslizarem
Tampando a marca invisível
Que deixarei com meus lábios enquanto estiver sonhando.

Das Gute und schlechte wird

Vagarosamente meus desejos se vão. Como água que escorre entre os dedos e desemboca ralo abaixo, não merecendo valor algum por ter umidecido a pele e a deixado tão mais limpa. Realmente, tudo passa quanto menos se vê. Até quando os dias continuarão iniciando como um flash e acabando como uma fotografia em preto e branco?

Tenho poucos companheiros aqui. Alguns deles não me respondem quando eu pergunto. Alguém mais que não seja solitário? Oh, claro, todos nós somos... apenas pelo prazer de mais tarde reconhecer que ninguém ao redor é interessante o bastante. Uma música. Um café. Um cigarro. Mais um livro... um grande amor. Nisso que se resume meu atual feitio. Nisso que se restringe minha vida. Nisso que eu escolheria viver se não houvesse essa descarnada cobrança em volta de mim, como se o mundo fosse acabar apenas pelo o que eu deixei de fazer para parecer uma pessoa normal. Como eles.