Olhou fixamente para um ponto qualquer um tanto abaixo de sua visão e então observou enquanto os olhos de seu rosto lentamente se ofuscavam e pequenos fios cabelo negro caiam sobre estes. Estava de frente ao cubo iluminado comos palmos sobre o conjunto de teclas, quando enfim apertou a maior delas para que a cansão pudesse soar pelos estereos diretamente aos obstinados tímpanos que possuia. Sim, era aquela música que precisava ouvir, mesmo depois de tanto tempo. As pontas dos cabelos invadiram sua vista umidecida, e começaram a perturbá-la severamente mais do que já estara mentalmente. E num jesto mecânico, suas mãos subiram até a face. Nesse mesmo instante as primeiras palavras sussurradas em seu ouvido no início daquela música representaram seus movimentos, no exato momeno em que empurrava os dedos contra seus olhos.
Sentiu o alívio tomar os orbes assim que pôde cerrá-los e não sentir mais aquela perfuração repentina e inoportuna lhe agonizando ainda mais. Foi quando lembrou-se de seu verdadeiro infortúnio naquele momento. O por que de estar ali, de escolher a canção, de seus olhos estarem úmidos um minuto antes dos fios turvos pousarem sobre eles. Naquele mesmo segundo ouviu a voz da canção dizer friamente seu verso predileto, que dizia: Você não pode matar o que você não criou. E não, não poderia matar, pois o que estava sentindo não fora ela quem criou. Então ficou com as pálpebras entreabertas enquanto aquela primeira frase era repetida novamente.
A música seguia seu rumo aos últimos versos inéditos antes do soar final do refrão. E a voz ofegante e abafada soltou examente aquilo que ela pensava de si mesma...
Sentiu o alívio tomar os orbes assim que pôde cerrá-los e não sentir mais aquela perfuração repentina e inoportuna lhe agonizando ainda mais. Foi quando lembrou-se de seu verdadeiro infortúnio naquele momento. O por que de estar ali, de escolher a canção, de seus olhos estarem úmidos um minuto antes dos fios turvos pousarem sobre eles. Naquele mesmo segundo ouviu a voz da canção dizer friamente seu verso predileto, que dizia: Você não pode matar o que você não criou. E não, não poderia matar, pois o que estava sentindo não fora ela quem criou. Então ficou com as pálpebras entreabertas enquanto aquela primeira frase era repetida novamente.
A música seguia seu rumo aos últimos versos inéditos antes do soar final do refrão. E a voz ofegante e abafada soltou examente aquilo que ela pensava de si mesma...