Eu não consigo

O dilema da minha vida tem sido entre escolher o que é certo e o que eu sinto. Dizem quando nenhuma das opções vão trazer um final feliz, o melhor é escolher a que menos vai doer. Sempre escolhi seguir o que eu sinto, o que sempre acabou doendo mais. É como uma batalha de titãs dentro da minha cabeça: de um lado a vontade de lutar pelo que valeria a pena e do outro, apenas a decisão de ir embora, colocar no canto e deixar morrer. 
Pessoas fazem o que acham melhor pra si mesmas. Eu tenho feito o que achava ser melhor para os outros. 
Quando eu agi em nome do meu próprio ego, vi se machucar ultima pessoa no planeta que eu desejei que se machucasse. Hoje a unica coisa que eu tenho dela são as cartas, escondidas em alguma caixa em cima do meu guarda roupa.
Quando eu coloquei uma pessoa no topo da lista, ela se chateava com o que eu fazia por ela. E no fim está fazendo a mesma coisa que todas as outras fizeram: colocaram num canto e deixaram morrer.
E enquanto aquilo morre como se nada tivesse valido a pena, minha cabeça lateja de dor depois de horas chorando, lamentando e questionando o porquê de tanto drama e tristeza. Já que é tão fácil pra eles jogar de lado e deixar virar pó, por que pra mim não tem que ser? 
Eu queria ser tão forte quanto as pessoas ao meu redor que mostram que são.

Just write

Eu apenas escrevo quando estou triste. Quando estou satisfeita com as circunstâncias, geralmente não tenho vontade de escrever sobre tais. Até porque a felicidade nunca dura tempo suficiente para me inspirar. Venho pra cá quando eu sinto que ninguém mais na terra irá me entender, assim prefiro me expressar com alguém que provavelmente não existe. Eu só estou cansada de tudo. Como se nada fizesse sentido.