Thoughts - Hetfield's guilt

De quantas palavras preciso para explicar o que eu quero? Quantas linhas são necessárias para narrar uma história tão monótona e comum, que na verdade a maioria não conta por falta de coragem? Quantas músicas terei que ouvir para entender que os versos mais verdadeiros são aqueles em nossas veias, escritos pelos sentimentos que se contraem durante cada canção, em bons e árduos momentos?

Há dias que não me sinto diferente de nenhum deles. Porém nos dias mais custosos algo grita silenciosamente em meus ouvidos, querendo todas aquelas respostas das questões que eu pensava ter respondido com frases alheias, já ditas. Se as únicas explicações válidas nascem de mim, as demais ainda ficarão incógnitas por dentro. Pois as que respondi por mim mesma estarão gravadas para sempre, num lugar onde meus olhos conseguem enxergar com apenas um fechar de pálpebras.

Just (not) do it

Às vezes sinto vontade de ler,
de escrever.

De apenas ver,
ou de saber.

Mas o príncipio do fim de tudo isso
vem do não querer.

Não querer fazer mais nada,
e ao mesmo querer fazer tudo.
Fazer o tempo passar, o corpo relaxar
e a cabeça de doer, parar.

Mas sem se mexer.