Havia um homem, ele era jovem e orgulhoso
Seu maior medo era de se arrepender;
Ser enganado pelo seu próprio sentimento, mais uma vez.
Então ele pegou a mulher que amava pelos braços
A amarrou, e a jogou dentro de uma cela fria e escura
E lá havia um esqueleto
Da ultima mulher que ele havia deixado para morrer.
Ela não sabia se era pelo mesmo motivo,
Mas tudo que conseguia fazer era chorar
Porque não queria ter que acabar daquele jeito...
De vez em quando ele a via;
A alimentava e fazia companhia por algumas horas,
Mas nunca a olhava nos olhos.
Por temer de algum dia ser capaz de tirá-la dali.
E então ele foi deixando que os dias passassem,
Na esperança de que ela morresse o mais rápido possível,
Assim como o amor que sentiu por ela.
Mas ele não era um homem mau...
Só tinha medo de acreditar.
Que ela nunca teria coragem...
De jogá-lo numa cela também.
[....]
Então eu entrei no cômodo e lá estavam eles, três deles, espalhados pelo sofá de canto, grande o bastante para que eles pudesse se acomodar sem se espremer.
- Senti saudade. - ouvi uma voz calma quando virei meu rosto na direção daqueles olhos azuis e fui me sentando no tapete gigante sob aquele espaço.
- Eu sei, Corey. - sorri rapidamente e aproveitei pra me ser vir um pouco de café na caneca sobre a mesa de centro, seguido de um movimento que pedia a caixa de cigarro que ele tinha na mão. - Não há ninguém pra fumar com você, afinal.
- Companhia para um trago é do menos, querida, acredite.
-Você podia cuidar mais da sua saúde, vai acabar se matando desse jeito. - Jacoby descansava um pé sobre o outro e estava com uma caneca do mesmo tamanho que a minha quando levou a mesma até a boca antes de falar. Apertei as sobrancelhas enquanto engolia o liquido quente e assenti algumas vezes em resposta. Ele conseguia encher mais o meu saco que o Corey. Mas era bom.
- Como se não bastasse eu já estar me matando por dentro.
- É por isso que estamos aqui. - senti sua presença assim que soltou as palavras, calmas e diretas. Estava de boné dessa vez; aposto que a preguiça de erguer todo aquele cabelo pra cima falou mais alto. Olhei pra ele ali recostado no sofá esperando que fizesse uma daquelas caretas pra me fazer rir, mas não aconteceu. Ele estava sério. Sério de verdade.
- O Mike não vem?
- Não, - ouvi Corey me responder num tom entrecortado enquanto acendia um cigarro e me jogava o esqueiro. - Ele mal sabe o que está acontecendo. Nem ele, nem o Way.
- E vocês sabem?
- Nossas músicas foram a unica coisa que mais ouviu nos últimos meses, não é muito difícil saber o que está rolando aí dentro. - dei uma baforada e virei meu rosto assim Jacoby começou a falar e daquele momento minha face ficou tão séria quanto a deles. - Não acha que está na hora de parar?
- Parar com o quê?
- Parar de sofrer. - foi quando Wayne finalmente se mexeu e chegou a curvar o corpo para frente, na intenção de um olhar mais direto. - Você não é mais a mesma.
- O sofrimento muda algumas pessoas...
- Um sofrimento que você sabe que é desnecessário.
- Corey, você sabe que eu não sou forte.
- Até os fortes sofrem, querida. Ninguém é de ferro. - ele se curvou e apoiou os cotovelos nos joelhos pra falar comigo. - Mas o que você está fazendo é se autodestruir por conta própria.
[....]
[....]
Eu não consigo
O dilema da minha vida tem sido entre escolher o que é certo e o que eu sinto. Dizem quando nenhuma das opções vão trazer um final feliz, o melhor é escolher a que menos vai doer. Sempre escolhi seguir o que eu sinto, o que sempre acabou doendo mais. É como uma batalha de titãs dentro da minha cabeça: de um lado a vontade de lutar pelo que valeria a pena e do outro, apenas a decisão de ir embora, colocar no canto e deixar morrer.
Pessoas fazem o que acham melhor pra si mesmas. Eu tenho feito o que achava ser melhor para os outros.
Quando eu agi em nome do meu próprio ego, vi se machucar ultima pessoa no planeta que eu desejei que se machucasse. Hoje a unica coisa que eu tenho dela são as cartas, escondidas em alguma caixa em cima do meu guarda roupa.
Quando eu coloquei uma pessoa no topo da lista, ela se chateava com o que eu fazia por ela. E no fim está fazendo a mesma coisa que todas as outras fizeram: colocaram num canto e deixaram morrer.
E enquanto aquilo morre como se nada tivesse valido a pena, minha cabeça lateja de dor depois de horas chorando, lamentando e questionando o porquê de tanto drama e tristeza. Já que é tão fácil pra eles jogar de lado e deixar virar pó, por que pra mim não tem que ser?
Eu queria ser tão forte quanto as pessoas ao meu redor que mostram que são.
Just write
Eu apenas escrevo quando estou triste. Quando estou satisfeita com as circunstâncias, geralmente não tenho vontade de escrever sobre tais. Até porque a felicidade nunca dura tempo suficiente para me inspirar. Venho pra cá quando eu sinto que ninguém mais na terra irá me entender, assim prefiro me expressar com alguém que provavelmente não existe. Eu só estou cansada de tudo. Como se nada fizesse sentido.
No time
As vezes aquele puta esforço que você faz todos os dias pra levantar da cama não vale a pena. As vezes a vida pede que seja paciente com tudo aquilo que te chateia, porque nada dura pra sempre. As vezes é mais parece mais fácil viver sem planos. As vezes tudo o que você quer é que o mundo 'gire a seu favor'. As vezes é bom escrever sabendo que ninguém vai ler. As vezes o caminho não parece tão longo se você caminhar na velocidade certa. As vezes os sonhos pedem por uma realidade que nem você sabe se é possível. As vezes você só quer dormir... As vezes você só quer sentir.
As vezes sua vida parece não ter rumo.
As vezes você só quer seguir em frente.
(Like a B-day)
Some day you'll know just how I feel...
you left me there twice before.Some day you'll know just how it feels...shattered, cast aside, stripped of your pride,like you were never nothing special.Made you feel, like another spoke in the wheel...
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