Wherever I may road
A boca pintada de vermelho aquietou-se e, borrados de preto, os olhos queimavam diante a multidão que ergueu os punhos quando a introdução começou. Os fios negros desceram pela fronte no momento em que baixou o olhar, mirando a visão para o sexteto de cordas, da guitarra que levava ao ombro. O que mais ela estava esperando? Começou a balançar a cabeça para os lados com força, deixando seus cabelos oscilarem com o movimento em mesmo tempo que acompanhava o ritmo alucinante daquela música. Tocava com fervor, mexendo a palheta individualmente sobre as linhas de aço, na segurança de que não haveria de errar uma nota se quer. Os lábios passaram a se mexer contra o microfone, palavra por palavra. E aquele orgulho em poder cantá-las... um orgulho ingênuo, que ninguém poderia sentir. A não ser ela própria.
Poor twisted me
Ao invés de,
Queixar-me com humor
Ou,
Queixar-me com paciência
Prefiro,
Queixar-me com turtura
Pois,
Não vejo graça na desventura
Não vejo bonança alguma na ruína
Porém,
Adoro quando padeço
Diante dos que esperam atitude melhor
Porque,
Sou tão fraco quanto pareço
E o encargo se mostra bem pior
Do que,
Quando se está na platéia,
Apenas assistindo.
Queixar-me com humor
Ou,
Queixar-me com paciência
Prefiro,
Queixar-me com turtura
Pois,
Não vejo graça na desventura
Não vejo bonança alguma na ruína
Porém,
Adoro quando padeço
Diante dos que esperam atitude melhor
Porque,
Sou tão fraco quanto pareço
E o encargo se mostra bem pior
Do que,
Quando se está na platéia,
Apenas assistindo.
Piegas, não?
Estava aflita. Quem dera que os problemas, ao menos os pequenos, fossem solucionados apenas com o desejo. Esqueço-me de todo o resto para lembrar que nos dias frios, aquele abraço é o único que me ampara antes da inércia. Um agasalho quente não irá protejer minhas pernas tão expostas. Eu deveria dar mais préstimo à elas. Somos todos assim, valorizados em partes? Não importa, não é disso que sou feita. É faço sim desistir de tudo, abandonar este barco. Mas vou esperar sentada; com amuados lábios rubros e aquela pequena caixinha da saudade entre os pés. Se a embarcação naufragar, quem sabe não me deixo afundar com ela.
Dessa, eu gostei
- Sabe, você parece muito com a terceira pessoa por quem me apaixonei...
- É mesmo? E quantas vezes se apaixonou?
- Duas.
- É mesmo? E quantas vezes se apaixonou?
- Duas.
My Last Serenade
Esta revelação é a morte da ignorância. Entrelaçada em um estado de asfixia. Escrava da sua própria justiça. A maldição está em seus lábios. Da tristeza para a serenidade, a verdade é absolvição. Da tristeza para a serenidade, a verdade é absolvição. Está na sua cabeça. Esta é a minha última serenata. Eu sinto enquanto você cai. Esta é a minha última serenata. De si mesma você não pode fugir. É sua escolha, apontar o dedo. Mas está em sua cabeça. Seu destino é a escolha que você faz. Você crescerá ou continuara sendo escravo da propria justiça. Abra seu coração e enchergue.
É assim
É assim que me comporto quando lábios tentam me calar com esperança. É assim que cada gota escorre quando o tempo resolve não passar: mas se arrastar. É assim que meus olhos te vêem, chispantes como pedras preciosas, que com apenas uma punhalada perderiam aquele brilho intenso. É assim que cada palavra se dissolve; em pensamentos inúteis terminados em versos que jamais conseguirei lê-los novamente. É assim que acabo como o Sol; que se esconde por entre as nuvens quando o dia está péssimo para reluzir-se. É assim que meus dias passam quando não consigo me concentrar em mais nada, a não ser na desalmada falta que você me faz.
Walking in my front
I hope you want meLike always, today
Or when the sky turns grey
I won't leave you alone
Let me hold your bone
With all our roses and guns,
To freeze the heat that burns
And make my heart spits,
After the steps of your feet
Through smiles and tears
On the path of my fears
For taking out of away,
My scraps of bad luck
So take me home beside you
I don't give a fuck.
A menina que não sabia escrever
Hey, irmã querida
(Eu não sei escrever)
Meus versos são quebrados
Minha prosa é violentada
E minha rima ocultada
(Eu não sei escrever)
Ninguém sabe a verdade
Essa é a verdade
(Eu não sei escrever)
Por isso ninguém lê
Por isso ninguém vê
Quando escrevo
Tantas palavras
Por isso que eu digo
(Eu não sei escrever)
E repito
(Eu não sei escrever)
Pois se eu soubesse
Já teriam me enforcado há muito tempo...
(Eu não sei escrever)
Meus versos são quebrados
Minha prosa é violentada
E minha rima ocultada
(Eu não sei escrever)
Ninguém sabe a verdade
Essa é a verdade
(Eu não sei escrever)
Por isso ninguém lê
Por isso ninguém vê
Quando escrevo
Tantas palavras
Por isso que eu digo
(Eu não sei escrever)
E repito
(Eu não sei escrever)
Pois se eu soubesse
Já teriam me enforcado há muito tempo...
Frisa
Daqui sua pele parece tão branca. Espero que se alegre com minha presença. Eles não se importam como eu. Não pertences à eles, pois serás hoje minha. Sabes que quero, mais do que qualquer outro. Senti sua falta. Meu pescoço em troca do falso afeto dos demais; valerá a pena. Me deixe à vontade, me faça esquecer de todo o resto. Te espero esta noite. Preciso de você.
Lasso
Impressionante espetáculo
Todas aquelas cores
Chispando contra seus orbes
No fim de um dia álgido
Impregnado de um ócio nocivo
Reles vadiação,
De um jovem mandrião
Que não quer, mais quer
Se achar entre um devaneio e a realidade
Que faz picadinho da sua liberdade
E a encarcera em uma segunda prisão,
Tão pior quanto a primeira.
Todas aquelas cores
Chispando contra seus orbes
No fim de um dia álgido
Impregnado de um ócio nocivo
Reles vadiação,
De um jovem mandrião
Que não quer, mais quer
Se achar entre um devaneio e a realidade
Que faz picadinho da sua liberdade
E a encarcera em uma segunda prisão,
Tão pior quanto a primeira.
Born date: 02/06/1992
Por muito vinha reivindicando por certos direitos dos quais não lhe eram dados até a data de hoje. Mas o que houve, menina, não está satisfeita? Seus olhos não querem brilhar; terá nisso algo de errado? Saia da cama, tome seu café e ouça aquelas músicas que tanto adora. Não fora isto que pranejara para este dia tão incrível? Dia lindo e gélido, o qual desde o momento que lhe observou descerrar os olhos vem tentado convencer-te de que agora quem decide é você. Espero que daqui em diante, consiga enxergar. Apesar de sempre ter achado que enxergara antes, mas fingia não fazer, pois obviamente que era mais fácil. Não se sinta abandonada; eles ainda estão lá. Deixar a decepção estragar o seu belo dia não é um bom começo. Para todos aqueles sentimentos lastimáveis que lhe assombram, repito-lhe aquele título da última página do jormal desta manhã: A culpa é sua!. Se ainda não está preparada para assumí-la, o que há de se fazer além de esperar? É verdade: você odeia esperar. Então realmente não sei, pequena garota. Só sei que resignação não é contigo. Não tens paciência com a vida; e espera que a vida que tenha paciência com você. Não acha isto, uma baita injustiça? Você quem sabe.
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