Wherever I may road
A boca pintada de vermelho aquietou-se e, borrados de preto, os olhos queimavam diante a multidão que ergueu os punhos quando a introdução começou. Os fios negros desceram pela fronte no momento em que baixou o olhar, mirando a visão para o sexteto de cordas, da guitarra que levava ao ombro. O que mais ela estava esperando? Começou a balançar a cabeça para os lados com força, deixando seus cabelos oscilarem com o movimento em mesmo tempo que acompanhava o ritmo alucinante daquela música. Tocava com fervor, mexendo a palheta individualmente sobre as linhas de aço, na segurança de que não haveria de errar uma nota se quer. Os lábios passaram a se mexer contra o microfone, palavra por palavra. E aquele orgulho em poder cantá-las... um orgulho ingênuo, que ninguém poderia sentir. A não ser ela própria.