Segurei com o máximo de força que consegui, mas o que tremia não era o pincel e sim minhas mãos. O chá já estaria gelado dentro da grande xícara; no entanto não me importei em dar mais um gole. Os últimos dias haviam se arrastado, de modo que eu não via problema em também arojar-me pelo piso do apartamento. Entre músicas e utopias, uma semana inteira se foi. Você aí, sem mim; e eu aqui, sem você. Quem está se sentindo melhor? Com certeza não sou eu. Sinto sua falta mais do que antes. Ocupações suficientes para não fazer o mesmo por mim? Ao menos uma vez em meio todos esses dias, vou apostar. O cansaço físico não me deixa pensar.
No papel, um coração infantil. No peito, um sentimentalista módico. Que apesar de exagerado e débil, bate feliz por ter lembranças suas.