Descending Angel


Descending angel
 (Whaaaooo)
Stand by my side
(Whaaooo)
We'll face the night
Descending angel
(Whaaaooo)
Guard the gates of hell, just one more night
(Whaaaooo)
For in the morning...will bring the light

Nunca poderei perder tudo

Porque mesmo que eu não tenha nada, ainda terei você. Acho que isso me vale mais que qualquer outra coisa que eu possa querer...

19/19/2010 - 03:44

Olhou fixamente para um ponto qualquer um tanto abaixo de sua visão e então observou enquanto os olhos de seu rosto lentamente se ofuscavam e pequenos fios cabelo negro caiam sobre estes. Estava de frente ao cubo iluminado comos palmos sobre o conjunto de teclas, quando enfim apertou a maior delas para que a cansão pudesse soar pelos estereos diretamente aos obstinados tímpanos que possuia. Sim, era aquela música que precisava ouvir, mesmo depois de tanto tempo. As pontas dos cabelos invadiram sua vista umidecida, e começaram a perturbá-la severamente mais do que já estara mentalmente. E num jesto mecânico, suas mãos subiram até a face. Nesse mesmo instante as primeiras palavras sussurradas em seu ouvido no início daquela música representaram seus movimentos, no exato momeno em que empurrava os dedos contra seus olhos.
Sentiu o alívio tomar os orbes assim que pôde cerrá-los e não sentir mais aquela perfuração repentina e inoportuna lhe agonizando ainda mais. Foi quando lembrou-se de seu verdadeiro infortúnio naquele momento. O por que de estar ali, de escolher a canção, de seus olhos estarem úmidos um minuto antes dos fios turvos pousarem sobre eles. Naquele mesmo segundo ouviu a voz da canção dizer friamente seu verso predileto, que dizia: Você não pode matar o que você não criou. E não, não poderia matar, pois o que estava sentindo não fora ela quem criou. Então ficou com as pálpebras entreabertas enquanto aquela primeira frase era repetida novamente.

A música seguia seu rumo aos últimos versos inéditos antes do soar final do refrão. E a voz ofegante e abafada soltou examente aquilo que ela pensava de si mesma...

Então, decidi parar de escrever...

Então, decidi parar de escrever. Saí de casa, deixando a porta destrancada. Deixei amigos, amores, colegas, inimigos e a luz de casa. E fugi.
A vida apresentou dificuldades sem precedentes. Escrever sempre foi a salvação e a condenação, a chave e a cela, a pocilga e os Campos Elíseos.
Escrever foi andar de carro com um freio de mão engatado. Uma bomba relógio, onde o que se tem de fazer precisa ser feito antes que se corte o fio errado, antes que a contagem regressiva aponte para o momento em que o gosto se acabou, em que resta nada além de palavras. Morrer é sempre muito bom e muito ruim. Morrer, o ponto final, o momento esperado pelos críticos para que se possa enfim avaliar uma obra. Era arte? Perpetua-se? Faz algo tocar em nós? Uma reverberação inominável que passaremos os séculos tentando enunciar?
A morte foi sempre um alívio para aquele que precisa escrever. Uma escrita que não está aí para provar coisa alguma, uma escrita na qual o escritor deve, pouco a pouco, apagar-se, transformar-se em puro estilo.
[...]

Enganado desde o começo. Porque ser escritor é dizer algo e saber dizê-lo. Há quem saiba dizê-lo mas não saiba o que dizer. Há quem tenha o que dizer e cujas as palavras não vibrem as cordas da alma. Eu mesmo nunca soube o que dizia. Tinha uma vaga certeza de que o que dizia, dizia respeito a cavernas e luminosidades inexploradas. Mas também revia em livros coisas que eu mesmo poderia ter dito, e também coisas que eu tinha de fato dito, e que estavam escritas de modo muito mais belo e claro e convincente.
Escrever é respirar, disse alguém á minha direita. Não há talento sobrando, diz outro à minha esquerda. A pena é o cinzel do escritor.
[...]

Você quer que te compreendam? Você quer que uma garota leia teu livro daqui a mil anos e, e sinta vontade de te declamar? Você imagina a beleza dessa imagem, dessa linda garota chorando pela sua alma, repetindo para todos que vocês se desencontraram no tempo?

Until It Sleeps

So tell me why you've chosen me
Don't want your grip
Don't want your greed
Don't want it

I'll Tear me open, make you gone
No more can you hurt anyone

And the fear still shakes me
So hold me, until it sleeps...




Nada melhor numa noite fria e encharcada do que ouvir uma mesma música dezenas de vezes, e descobrir nela tudo o que sua boca não consegue dizer por causa das lágrimas...

But you hesitate...

Cortei meu cabelo e tirei uma foto. Consegui a camiseta do Metallica com o desenho da capa do The Blabk Album, meu disco prediletos deles. O poster deles que achei numa banca de jornal ficou ótimo na parede do meu quarto, apesar de eu gostar das fotos mais antigas. A feição que Edward Scissorhands faz na imagem do meu novo boton, me lembrou você. Comprei um quadrinho com desenhos lindos de terror que tem a exclusiva participação do S. King. Preciso comprar ovos; pra fazer Cookies. Gostaria de sua companhia num shá para serví-los depois de prontos...

Só queria que solbesse antes de todo mundo. Afinal, suas conversas são bem melhores que as dessas fotos gigantes de papel à minha volta...

Darkening

I look out the window and see an beautiful twilight of this spring. Wanted to be next to you on this moment, watching the colors fading away in horizon. Just to say that I need you. Just to say I'll never gonna leave you... never.

Quem SEMPRE pára no sinal vermelho?

Já que não vinha carro algum, resolvi atravessar a faixa no sinal vermelho e um carro apereceu do nada e buzinou pra mim, ao ter que frear enquanto virava aquela rua em alta velocidade (o que ele não deveria fazer) e por pouco não me atingir. O motorista resmungou não sei o quê, não ouvi. Metallica soava alto demais em meus ouvidos naquele instante.

Acelere mais! Quem sabe alguém na próxima vez consiga atropelar alguém de verdade. Não estudo, não tenho emprego e nem futuro. Nem dinheiro; e quando tenho não consigo comprar nada. Estou sempre tão atrasada eu tudo quanto você; e olha a minha cara de pressa?!


Ele não seria tão estúpido em ouvir qualquer coisa. E eu muito menos... em dizer qualquer coisa.

Por que continuar?

Isso não é sobre meu passado, meu presente ou futuro. Não é sobre este mundo ao qual eu abomino com todas as forças, não é sobre minhas idéias, meus sonhos ou meus sentimentos. Não é sobre nada que penso, não é sobre meus encantos. Não é sobre dias frios, noites solitárias e madrugadas insones. Livros que li, músicas que ouvi ou toquei. Cigarros que traguei, e quantos litros de café tomei. Não é sobre meus conflitos internos, externos; contraditórios. Não é sobre a pobreza de minha alma, sobre a riqueza de um mundo ilusório feito de devaneios sem sentido. Não é sobre meus medos, minhas palavras sem maturidade. Não é sobre meus ídolos inebriantes, e minhas incrédulas vontades. Não.

Por que continuar?

Porque basta apagar todos os NÃO deste último parágrafo para entender que isso é exatamente TUDO. Sem meras excessões...

The Frozen

As garotas nas ruas todas parecem tristes nessa pequena cidade encrustada de ouro. Porque será? Não é essa a cidade dos sonhos? É.... mas isso tem um preço.

É uma cidade que nunca faz nada, mas ainda sim ganha todo o crédito. Um lugar que promete tanto, mas nunca tem nada a dizer, ou algo que signifique no mundo. Não há memórias aqui, nenhum sonho de verdade, mas apenas os sonhos alheios.
E por todo o mundo você fala sobre cidades que você só viu em histórias. Imortalizada por seus vicios, e definhada por sua carnificina (há dinheiro no céu lá, tudo que você tem que fazer é levantar a mão e pegá-lo).

Em porões, garagens, estacionamentos, terrenos baldios, pátios de escolas, carros, quartos dos fundos e mais, diamantes são desenhados com expectativas e fortificados em uma dieta estrita, de simples vidas e carpetes vermelhos. Cultura é uma frase de efeito, e emoção é sangue na água. Os tubarões aqui jogam jogos que você não pode compreender.
Mas vocês se juntam aqui de qualquer jeito. No dinheiro de faculdades, e cartões de créditos... Passam a semana mentindo pra si mesmos que tudo aquilo foi verdade. Tudo. Apenas para assistir horrozirado quando tudo se quebra sobre a gravidade da realidade. Agora os olhos parados desaparecem quando o Sol se põe. Nada é garantido.

Você é parte da grande divisão O escolhido ou O congelado?

Agora você se vai, e todo o dinheiro da sua faculdade é um monte de débitos agora. E todos seus cartões de créditos estão partidos ao meio. Hora de vagar por uma terra privada de piedade.
Isso é os bastidores desse seu filme fracassado. Um sonho acordado reescrito sem sua permissão. A verdadeira vontade, a concentração falha, a... Visão de novela são apenas os detalhes de um mundo que ouviu muitas mentiras sobre senhores intocaveis. Mas você tentou, não? Mas a chance não tinha nada pra você desta vez, talvez na proxima vida. E você nem ao menos pode voltar para a casa.

As garotas nas ruas todas parecem tristes nessa cidade cortada de papelão. (huh...) Também, essa é a unica coisa aqui que é real.
O ouro é para os tolos. E o paraíso está perdido mas a fome nunca se importou com o custo.

Dia após dia eles caem como pétalas de rosas, como tinta que não seca nem se apaga. Isso apenas segue o caminho sobre fendas e cavernas, buracos e dobras, então eu realmente espero que alguém lhe salve antes de você ficar gelado... Eu realmente espero...
Porque as garotas estão todas tristes nesse pequeno livro negro. Se você não acredita em mim, olhe bem de perto.

Se puder.