E não pretendo ser - apesar de sempre me forçar a isso. Pois infelizmente, ninguém será forte por mim. Mas se tenho que sofrer, vou sofrer. Pois é para isso que sigo esta estrada, não? Para cair e levantar outra vez, até que eu tropece numa pedra e caia novamente. E não sei por que digo isso. Não sei por que escrevo estas coisas. Talvez para tentar esquecer do tamanho da insatisfação que me consome quando não te tenho por perto. É uma das coisas que mais me atingem, se não fora a que mais faz. Apenas para não recordar que hoje ainda não acabou, mas que amanhã talvez eu não consiga te encontrar. Que meu tempo é limitado à uma sorte maldita e estúpida, tão imprevisível quando meus pensamentos obsoletos por tanta ira contida. E é repugnante, sim, ter que aceitar. Assistir todas as chances passarem à um palmo da face e não poder degustá-las como desejado. Perceber que a dor não é nada além de uma pequena e esguia partícula... de tudo que ainda tens para sentir.