Por um momento, penso que nunca tomarei um rumo. Que ficarei presa neste quarto pelo resto dos meus dias, que por muitas vezes desejei restarem poucos. Aqui dentro me sinto como uma criança, presa no seu mundinho de faz de conta e assustada com todas essas cobranças do mundo que, de fora, tenta me virar do avesso para que eu possa parecer com eles. Mas eu não quero. Tudo o que eu desejo é conquistar o mundo como eu sou, e não como eu deveria ser. Se crescer significa perder seus sonhos, então prefiriria ser uma pequena garotinha para sempre. No entando, quem consegue se manter nesse mundo sem precisar jogar metade das ambições ralo abaixo? Queria nunca precisar fazer isso.
Mas é inevitável, como Corgan já dizia: