- Diga que eu sou um idota.
- Como é que é?
- Dizer que eu sou um idiota. É pedir muito?
- Você não está idiota no momento.
- Então, quer dizer que eu sou um idiota?
- Não, eu não disse isso... Ainda.
- Querida, você disse que eu não pareço um idota naquele momento.
- Sim, e você não estava. Está ficando agora.
- Então diga que sou um idiota!
- Não.
- E eu pergunto por que.
- Não, eu é quem pergunto o porque. Por que quer que eu te chame de idiota?
- Agora quem não diz sou eu.
- Tá de sacanagem comigo?
- Você é quem não quer me chamar de idiota...
- Não acha que já é um idiota?
- Sim, mas eu quero ouvir isso da sua boca.
- Você está me deixando nervosa...
- Diga, diga... por favor.
- Está me tirando do sério...
- Saia do sério. Mas antes diga que eu sou um idiota.
- Oh, céus... eu mereço.
- Vai... diz. Estou esperando.
- Ai, que saco!! Você é um idiota! I-DI-O-TA!! Pronto, falei. Qual é sua resposta agora, hen, seu idiota??
- Eu sou um idiota... Porque eu te amo.