Sápido sôfrego

Se engolfe do ruído estrépito
Que ressoa depois que você silencia
E silve para as paredes em voz ácida
O quanto isso te inebria em descompasso

Marchando a volta do próprio torpor sem tocá-lo
Um pigarro forçado para mais uma lamúria
Na nula ambição por tudo
Aleivosa de tanta fúria

Inertes resquícios do flash de ontem
Nefandos de tão pesarosos
Bendita dádiva que instiga a todos.. (!)

Afincamente receoso
Cético daquilo que um dia levou tão longe

Mantenho a pose altiva em mesmo tempo que especulo
Os diversos modos de se ir sem se sentir
Abruptamente rubros
Conceitos de um sadismo bárbaro

Mas ora, que devoção é essa?!
Tranque esses dentes e retese-se de vez
A utopia garante o devaniar
O cloreto de sódio em teus olhos não há de findar

Pela repulsa do que sente por alguém,
Pela audácia que é capaz de atentar.