Eu não olho pro chão.
Mas meus pés não caminham sozinhos.
Eles seguem meu coração..
Este medílcre coração.
Numa estrada que nunca acaba..
Com um buraco atrás do outro.
Escorrego, levo tombos..
Alguns tropeços e mais um pouco.
Mas emfim arranjo um jeito de continuar meu passeio por aqui.
Aquelas não foram grandes escolhas.
Nasceram em meus pés o que chamam de bolhas.
Mas não me importo..
Para sempre elas não vão durar.
Ainda bem.