Pela primeira vez,
Vieram com um cheio diferente...
As cartas
Pela primeira vez,
Um cheiro.
Seria este, o aroma das lágrimas de uma noite inteira?
Mas das lágrimas não se emana cheiro...
Deve ser pura imaginação,
Pois não sinto o cheiro de meu pranto
Pois não sinto cheiro algum...
A não ser o da estupidez,
Que se propagou pelo meu corpo há dias
Sem eu ao menos perceber.
Languidez
Ela então levantou-se calmamente da cama em direção ao banheiro. No caminho, passou por um grande espelho e observou-se nele, com a ajuda do crepúsculo que invadia o recinto pela janela e lhe permitira enxergar parte de ser rosto pálido, cansado de descansar. Mais um dia trocado pela noite, pensou. Mais um dia em que sua vida lhe dera e o desperdiçada com sonhos esquecidiços. Mas o que haveria de se fazer? Há dias que seu ânimo a deixara. Há tempos que as circunstâncias entristecem seus melhores momentos, mas até poucos dias antes ela ainda conseguira sorrir. Estara sem paciência; o infortúnio a manteve presa naqueles pensamentos infundidos de dúvidas cruéis. Alguém poderia ajudá-la. Não, agora não. Nem mesmo quem ela deseja ter por perto, de quem um abraço apertado não faria mal nenhum.
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